Triatlo/Mundiais:Torrejano João Nuno Batista quer aproveitar outras lutas para surpreender
O triatleta João Nuno Batista, que representa o Clube de Natação de Torres Novas, disse acreditar que pode surpreender no domingo, 27 de Setembro, na superfinal dos Mundiais de triatlo de Pontevedra, mesmo estando disponível para ajudar os compatriotas Vasco Vilaça e Ricardo Batista, seu irmão.
O triatleta João Nuno Batista, que representa o Clube de Natação de Torres Novas, disse acreditar que pode surpreender no domingo, 27 de Setembro, na superfinal dos Mundiais de triatlo de Pontevedra, mesmo estando disponível para ajudar os compatriotas Vasco Vilaça e Ricardo Batista, seu irmão, a segurarem o pódio. “Como é a minha primeira superfinal não gosto de colocar um resultado fixo ao meu desempenho. Vou fazer o meu melhor e, sem dúvida, tentar estar à altura do trabalho que tenho feito nos últimos meses”, vincou.
João Nuno Batista, 22.º do ranking internacional, integra o quarteto luso em prova na Elite masculina, na qual Vasco Vilaça vai tentar manter a liderança e assegurar o triunfo no Mundial, enquanto o irmão Ricardo Batista procura segurar o terceiro lugar, ameaçado, de perto, por adversários brasileiro e francês. Miguel Tiago Silva é 45.º na hierarquia. “Acho que o triatlo é um desporto individual, mas eu vou tentar auxiliar no possível para ajudar os meus companheiros de equipa”, sublinhou.
Questionado sobre se as marcações entre Vasco Vilaça e o campeão em título Matthew Hauser, e de Ricardo Batista, Miguel Hidalgo, atual vice-campeão do mundo, e Dorian Coninx podem contribuir para que possa surpreender, por ser um ‘outsider’ na luta pelos primeiros lugares, sorriu e deixou um “talvez, talvez” no ar.
O campeão do mundo de juniores em 2023 e prata em 2021 – foi também bicampeão da Europa - diz querer, sobretudo, “dar continuidade à excelente época” que tem feito, na qual se destaca o quarto lugar na Taça do Mundo de Weihai, na China, o seu melhor resultado de sempre no circuito mundial, e o 15.º nos Europeus de sprint (metade da distância olímpica) na Polónia.
João Nuno Batista assume ser um triatleta “muito completo” – “neste momento acho que não preciso de evoluir em nenhum segmento” – e espera “mostrar isso mesmo” no domingo. O triatleta luso assume mesmo a vontade de, nos “próximos anos”, vir também a lutar pelo pódio no Mundial de Elites, dando continuidade a um percurso imaculado nos escalões jovens: com 21 anos, seria dos favoritos ao título na cidade espanhola, na categoria de sub-23, disputado em prova única, porém persiste na aposta de competir nas Elites.“Não este ano, porque é impossível, mas para os próximos anos, quem sabe? [se não pode ser campeão do mundo]. Não vou dizer que não é possível, mas vai ser muito duro”, concluiu.
A superfinal de Elites do triatlo mundial disputa-se no domingo, às 17:00 (hora em Lisboa). Até ao momento, Portugal tem duas medalhas nos Mundiais, a de prata do júnior Dinis Ferreira e o bronze de Filipe Marques, na classe adaptada de PTS5.


