Luís Ferreira vence Superbike e coloca concelho da Chamusca no mapa nacional do desporto
Piloto chegou à última jornada do Campeonato Nacional de Velocidade com apenas seis pontos de vantagem sobre Ricardo Lopes. Título nas Superbike confirma uma época de afirmação depois de em 2025 ter sido campeão na classe NB1 das Naked Bikes.
Luís Ferreira sagrou-se este domingo, 4 de Outubro, campeão nacional de Superbike, fechando no Circuito do Estoril uma temporada marcada pela regularidade e por uma luta cerrada com Ricardo Lopes até à última jornada do Campeonato Nacional de Velocidade (CNV). O piloto natural de Vale de Cavalos chegou à derradeira prova da época com apenas seis pontos de vantagem sobre o principal adversário, deixando todas as decisões para o último fim-de-semana do campeonato. A margem curta traduz bem o equilíbrio que marcou a temporada e uma disputa pelo título que se prolongou durante praticamente todo o ano.
Em 2025 tinha competido no Troféu Naked Bikes, onde se sagrou campeão da classe NB1, antes de dar o salto este ano para as Superbike, a principal categoria do Campeonato Nacional de Velocidade. A estreia na nova classe mostrou desde cedo que Luís Ferreira estava preparado para discutir os lugares da frente. Na primeira ronda da temporada, realizada em Maio no Estoril, repartiu os principais resultados com Ricardo Lopes. Ferreira foi o melhor piloto de Superbike na primeira corrida e Lopes respondeu no dia seguinte. No final desse primeiro encontro, os dois estavam empatados na liderança do campeonato, com 45 pontos cada. A igualdade deu o mote para aquilo que viria a ser o resto da temporada. Na segunda jornada, novamente no Estoril, Luís Ferreira voltou a estar entre os mais rápidos. Foi segundo entre as Superbike na corrida Sprint e venceu a segunda corrida, terminando mesmo no primeiro lugar da classificação geral, à frente de pilotos das restantes categorias que partilhavam a grelha. O campeonato passou depois pelo Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, onde Ferreira e Lopes voltaram a dividir protagonismo. A fase mais difícil chegou na penúltima ronda, disputada em Setembro no Estoril. Ricardo Lopes venceu as duas corridas de Superbike e reduziu significativamente a diferença para Luís Ferreira. O futuro campeão respondeu com dois segundos lugares na categoria e conseguiu conservar a liderança.
Foi essa regularidade que lhe permitiu chegar à última jornada ainda na frente do campeonato, embora separado de Lopes por apenas seis pontos. Luís Ferreira conseguiu segurar a vantagem no momento decisivo e confirmou no Estoril o título nacional de Superbike de 2026, acrescentando mais uma conquista ao seu percurso no motociclismo nacional.


