Violência no futebol amador: Chamusca denuncia agressão brutal e Malaqueijo contesta
Capitão da Chamusca recupera após ter sido hospitalizado na sequência de incidentes num jogo com o Malaqueijo. Os clubes apresentam versões opostas e o caso junta-se a outros episódios de violência e insultos no desporto regional.
Rui Nalha, capitão da União Desportiva da Chamusca, encontra-se estável após ter sido transportado para o Hospital de Santarém na sequência dos incidentes violentos registados no domingo, 18 de Outubro, durante o encontro com a União Desportiva de Malaqueijo, a contar para o campeonato da INATEL. Foi sujeito a exames para despistar lesões.
A Chamusca acusa o guarda-redes adversário de ter desferido vários pontapés na cabeça de Rui Nalha quando este estava caído no relvado. Em comunicado, condena o que classifica como um «acto cobarde» e afirma que a agressão foi presenciada por várias pessoas, incluindo um árbitro assistente, que terá informado o árbitro principal. O clube garante que irá «até às últimas instâncias» para defender o seu capitão e a imagem da instituição. Rui Nalha iniciou ali o percurso desportivo e por isso é um dos elementos do clube mais acarinhados.
O Malaqueijo contesta esta versão. Afirma que os incidentes começaram no período de compensação, após um lance que provocou uma altercação entre elementos das duas equipas. Segundo o clube visitante, dois dos seus jogadores, incluindo o capitão, tentaram proteger e assistir Rui Nalha, mas também foram pontapeados nas costas e na cabeça. A direcção do Malaqueijo sustenta que a entrada de adeptos da equipa da casa no terreno agravou a insegurança e levou o delegado a pedir o fim do jogo e a intervenção das autoridades. Agradece à GNR e diz que o treinador e o massagista ajudaram a assistir o jogador. Sobre a acusação central, o clube esclarece que o guarda-redes «contesta todas as acusações que lhe são imputadas» e pede que as entidades competentes apurem responsabilidades sem julgamentos antecipados. Ambos os emblemas condenam a violência, mas divergem na descrição dos acontecimentos.
O episódio surge uma semana depois de O MIRANTE ter noticiado a alegada agressão a Diogo Madeira, do Riachense, por dois jogadores do Atalaiense, após o encontro de 11 de Outubro. O atleta recebeu assistência hospitalar com ferimentos numa perna e hematomas no rosto. A GNR tomou conta da ocorrência. Nas redes sociais surgiram também alegações de ofensas verbais durante o jogo. No mesmo dia, uma partida de futsal entre Os Patos e Carvalhos de Figueiredo foi interrompida após uma denúncia de insultos racistas dirigidos a Mika, jogador de 19 anos dos Patos. O clube adversário negou as acusações e pediu o esclarecimento dos factos.
Em Abril, um jogador dos iniciados do Fazendense atingiu um adversário da Académica de Santarém. O Fazendense reconheceu a atitude incorrecta, mas considerou o episódio isolado e prontamente travado. Casos distintos que reacendem o debate sobre respeito e segurança no futebol regional.


