Nacional | 27-05-2026 14:57

Trabalhadores precários do IHRU exigem ser integrados nos quadros

Trabalhadores precários do IHRU exigem ser integrados nos quadros

Em causa estão trabalhadores contratados ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que, segundo fonte sindical, asseguram diariamente “funções de carácter permanente, indispensáveis à prossecução da missão pública do IHRU”.

Trabalhadores precários do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) concentraram-se hoje junto à sede do organismo, em Lisboa, para exigir a abertura de concursos que permitam a integração de cerca de 70 funcionários.
Em causa estão trabalhadores contratados ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que, segundo fonte sindical, asseguram diariamente “funções de caráter permanente, indispensáveis à prossecução da missão pública do IHRU”.
Em declarações à agência Lusa, Joaquim Ribeiro, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, criticou o facto de estes trabalhadores viverem “uma situação de precariedade”, apesar de assegurarem funções permanentes no instituto.
“Só apenas metade do quadro de pessoal [do IHRU] é que está preenchido. E desses trabalhadores que estão em funções, um terço é precário. Portanto, nós estamos numa altura em que é fundamental que este instituto público se reforce de trabalhadores para poder cumprir a sua missão”, defendeu.
Ainda de acordo com o dirigente sindical, o conselho diretivo do IHRU já reconheceu que as funções desempenhadas pelos trabalhadores “se prolongam para além do PRR”.
“O conselho diretivo teve uma conversa com eles [trabalhadores] a dizer que o Governo se mostra disponível para autorizar a abertura de 40 concursos, mas ainda é tudo só conversa e eles são quase 80. Portanto, eles fazem todos falta”, apontou.
O dirigente acrescentou que existem cerca de 2.000 trabalhadores contratados ao abrigo do PRR em vários organismos da administração pública, incluindo a Segurança Social, onde alguns contratos terminam já no final de junho.
A Lusa contactou o IHRU para obter um comentário, mas sem sucesso até ao momento.

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