Sociedade | 27-03-2025 18:00

Director-geral da Tejo Ambiente ouviu das boas

Director-geral da Tejo Ambiente ouviu das boas
Aumento dos tarifários da Tejo Ambiente geraram discussão na Assembleia Municipal de Tomar

Sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Tomar contou com a presença do director geral da Tejo Ambiente, José Santos. A maioria das bancadas não poupou nas críticas à direcção da empresa depois de muita polémica em relação ao aumento dos tarifários.

A Assembleia Municipal de Tomar reuniu para uma sessão extraordinária no passado sábado, dia 22 de Março. Em discussão esteve o aumento de tarifários da Tejo Ambiente para o ano de 2025, assim como as vantagens e desvantagens da empresa para o concelho de Tomar. A sessão contou com a presença do director-geral da Tejo Ambiente, José Santos, que respondeu às críticas vindas da maioria dos eleitos. Entre muitas insinuações, destacam-se as críticas à forma como a empresa tem trabalhado desde a sua criação, assim como os preços da água, saneamento e recursos, mas também a falta de água em algumas localidades de Tomar.
A bancada do PSD, através do deputado João Tenreiro, começou por referir que a sessão extraordinária, convocada a pedido do seu partido, tinha como objectivo esclarecer dúvidas que o presidente da câmara “nunca conseguiu esclarecer”. O deputado social-democrata lamentou a falta de investimentos pela empresa na contagem de água: “foi por isso que chumbámos o novo tarifário”, sublinhou. João Tenreiro acusou ainda o presidente da câmara e a direcção da empresa de serem os únicos responsáveis pelo aumento dos tarifários.
O deputado Francisco Tavares (CDS) também criticou os preços elevados na cobrança da água, referindo ainda que foi pedida uma auditoria à empresa que “não deu respostas nenhumas”. Américo Costa, deputado do partido Chega, afirmou que Tomar está a ser prejudicado pelos custos da Tejo Ambiente: “as perdas de água reflectem o mau funcionamento da empresa, corremos o risco de que o aumento nos tarifários só sirva para prejudicar o consumidor”, disse. A CDU, representada por Bruno Graça, mencionou que as autarquias estão a pagar mais por serem accionistas da empresa: “este é um projecto que não defende os interesses dos tomarenses, o aumento dos tarifários não passa de uma manobra para cobrir dívidas e aumentar a tesouraria”, acusou. Também o deputado do Bloco de Esquerda, Paulo Mendes, disse que o aumento de tarifários “não passa de uma tentativa desesperada de amealhar receita passando a decisão para as assembleias municipais”.
Na resposta, o presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão (PS), começou por dizer que os presidentes de câmara parceiros da Tejo Ambiente se sentiram “ofendidos e enxovalhados” pela Assembleia Municipal de Tomar na sessão anterior. O autarca deixou ainda uma mensagem para os trabalhadores da Tejo Ambiente. Estamos em ano de muita politica: as críticas por parte da oposição não pretendem atacar a Tejo Ambiente, mas sim o partido que está no poder.
O director-geral da Tejo Ambiente, José Santos, reconheceu que a empresa começou assente em erros, desde logo pelos dados incorrectos que constaram no Estudo de Viabilidade Económico-Financeira. José Santos referiu também que o peso específico da factura média da Tejo Ambiente é ligeiramente mais baixo em Tomar do que em 2019 (antes da criação da Tejo Ambiente). “Tomar baixou em 20% a factura da água em comparação com 2019”, disse o director-geral, acrescentando que a empresa necessita de receita, referindo que entre 2020 e 2024 os resultados líquidos da empresa ainda foram negativos.
Recorde-se que a proposta de novo tarifário da Tejo Ambiente foi chumbada na última Assembleia Municipal Ordinária de Tomar. Em causa estava uma alteração ao tarifário com aumentos de 2,1% na água e saneamento e 2,92% para os resíduos. Os autarcas deixaram palavras duras para a gestão da empresa intermunicipal que opera em seis municípios do Médio Tejo.

À margem

Tejo ambiente: a falta de gestão comunicação e liderança

O ambiente político em Tomar aqueceu devido à gestão da empresa Municipal Tejo Ambiente. Hugo Cristóvão não virou a cara à luta e deu palco à oposição e à direcção da Tejo Ambiente para se conhecerem melhor e dizerem das suas razões. O resultado é muito fraquinho e não augura nada de bom enquanto não houver a coragem de mudar alguma coisa para que nada fique na mesma. Ouvir o presidente da empresa dizer que a culpa da má gestão vai morrer solteira não é um bom augúrio. "Um fraco rei faz fraca a sua gente", diz o provérbio que pode ser aplicado neste caso. Se Hugo Cristóvão tiver que continuar a dar a cara pela gestão da empresa, e o presidente da Tejo Ambiente não melhorar a gestão, comunicação e liderança, alguém vai ficar mal na fotografia.

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