Coruche evocou Abril com apelo à participação e à defesa da democracia
As comemorações dos 52 anos da Revolução dos Cravos em Coruche cruzaram memória histórica, participação cívica, homenagem ao movimento associativo e iniciativas dirigidas às novas gerações.
Coruche assinalou, no dia 25 de Abril, os 52 anos da Revolução dos Cravos com um programa centrado na evocação da liberdade, na participação cívica e na ligação ao movimento associativo. As comemorações começaram na Praça da Liberdade com a cerimónia oficial do hastear da bandeira, acompanhada pela execução do hino nacional pela Sociedade Instrução Coruchense. Seguiu-se a sessão solene comemorativa dos 52 anos do 25 de Abril, nos Paços do Concelho.
Ainda durante a manhã, realizou-se a recepção e saudação ao movimento associativo local, num momento que procurou sublinhar o papel das colectividades na vida comunitária e na construção da cidadania. Na sua intervenção, a presidente da Assembleia Municipal de Coruche, Susana Vitorino (PS), destacou que Abril trouxe “voz às comunidades, participação e dignidade ao poder local” e defendeu que celebrar a revolução é também lembrar que a democracia exige vigilância permanente. “A democracia não está garantida para sempre. Ela exige participação activa, espírito crítico e respeito pelas diferenças. Exige diálogo e capacidade de construir em conjunto mesmo quando pensamos de forma diferente”, afirmou.
Também o presidente da Câmara de Coruche, Nuno Azevedo (PS), alertou para os desafios actuais da democracia, considerando que não são os mesmos de há 52 anos, mas “não são menos exigentes”. O autarca apontou a desinformação, a manipulação da palavra e os discursos fáceis que prometem soluções rápidas para problemas complexos como novas formas de condicionar a opinião pública.
O presidente da autarquia referiu ainda que a construção do IC13, conjugada com o novo aeroporto, abre “uma nova dimensão para Coruche”, com oportunidades de futuro, mais emprego qualificado, maior atracção de investimento e melhores condições para fixar população, considerando tratar-se de “um passo determinante” para o desenvolvimento do concelho. A Escola-Museu Salgueiro Maia, em São Torcato, esteve aberta à comunidade e a Biblioteca Municipal de Coruche dinamizou a Hora do Conto com “Contos da Liberdade”.


