Destaques | 01-05-2026 07:00

Golegã consome muito mais água por habitante do que restantes concelhos da região

Golegã consome muito mais água por habitante do que restantes concelhos da região
Indicador evidencia contrastes expressivos no consumo per capita entre territórios vizinhos - foto DR

Segundo os últimos dados da Pordata, a Golegã surge como o concelho com o valor mais elevado de água distribuída e consumida por habitante, destacando-se de forma clara face aos restantes municípios analisados. Os dados mostram ainda Abrantes e Santarém entre os territórios com registos mais altos.

A Golegã destaca-se de forma esmagadora nos dados de 2023 da água distribuída/consumida por habitante, com 127,8 m³ por habitante, muito acima de todos os restantes territórios analisados. A distância para o segundo valor mais elevado é expressiva: Abrantes surge com 87,3 m³ por habitante, seguido de Santarém, com 76,8, e da Chamusca, com 71,1. São estes quatro concelhos que marcam a frente da tabela e que, por si só, mostram realidades bastante distintas num indicador em que a maioria dos municípios se concentra em patamares muito mais próximos uns dos outros.
Fora destes casos mais relevantes, o retrato de 2023 é de maior concentração na casa dos 50 e dos 60 m³ por habitante. Mação aparece com 62,4, Coruche com 61,4, Benavente com 61,0, Torres Novas com 60,6 e Alcanena com 60,5. A meio da tabela surgem Vila Franca de Xira, com 59,8, Ourém e Sardoal, ambos com 59,3, Salvaterra de Magos com 58,8, e Azambuja e Tomar, ambos com 58,6. No grupo com valores mais baixos estão Almeirim, com 56,4, Entroncamento, com 54,9, Alenquer, com 54,3, Vila Nova da Barquinha, com 50,8, e Arruda dos Vinhos, que fecha a lista com 50,0.
Na comparação com 2022, a tendência dominante é de subida, embora sem alterações bruscas na maioria dos casos. Treze dos 20 territórios aumentaram o rácio entre um ano e o outro. A subida mais expressiva volta a pertencer à Golegã, que passa de 100,7 para 127,8 m³ por habitante, um salto de 27,1. Também a Chamusca evidencia uma variação relevante, subindo de 60,4 para 71,1. Santarém cresce de 74,7 para 76,8, Azambuja sobe de 55,9 para 58,6 e Mação avança de 59,2 para 62,4.
No sentido inverso, a quebra mais acentuada regista-se em Vila Nova da Barquinha, que desce de 59,2 para 50,8 m³ por habitante. Almeirim também recua, de 60,4 para 56,4, tal como o Entroncamento, de 57,9 para 54,9, e Abrantes, que apesar de continuar nos lugares cimeiros baixa de 89,2 para 87,3. Ainda assim, olhando para o conjunto, o quadro é de relativa estabilidade, com a maior parte dos concelhos encostada à fasquia dos 60 m³ por habitante.

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