Machetes | 01-05-2026 10:00

Um em cada cinco doentes volta a sofrer evento cardiovascular após enfarte

Um em cada cinco doentes volta a sofrer evento cardiovascular após enfarte
Foto: DR

Receber alta hospitalar depois de um enfarte do miocárdio não significa que o perigo tenha ficado para trás. Especialistas alertam que um em cada cinco doentes sofre um novo evento cardiovascular no primeiro ano após o enfarte, mesmo cumprindo a terapêutica recomendada.

A alta hospitalar depois de um enfarte do miocárdio pode trazer alívio, mas não significa que o perigo tenha passado. Especialistas alertam que um em cada cinco doentes sofre um novo evento cardiovascular no primeiro ano após o enfarte, mesmo cumprindo a terapêutica recomendada, o que reforça a necessidade de vigilância apertada e intervenção precoce. Sobreviver a um enfarte é apenas o primeiro passo de um processo que deve ser contínuo. Apesar dos avanços na prevenção secundária, nomeadamente com o controlo do colesterol LDL, muitos doentes continuam expostos a risco elevado de novo enfarte, AVC, angina instável ou necessidade de revascularização. Este chamado risco residual está associado a mecanismos inflamatórios e ateroscleróticos que permanecem activos, mesmo quando os principais factores de risco parecem controlados.
O cardiologista João Morais sublinha que a prevenção secundária deve ser encarada como uma missão permanente. “Sobreviver a um enfarte é apenas o primeiro capítulo da história. O risco de incapacidade e de morte continua real”, alerta, defendendo que uma intervenção precoce e dirigida pode melhorar de forma significativa o prognóstico dos doentes. Cumprir a medicação, deixar de fumar, adoptar uma alimentação equilibrada, praticar actividade física e controlar factores como diabetes, tensão arterial e colesterol são medidas decisivas para evitar novos episódios. A articulação entre cardiologia e medicina geral e familiar é também apontada como essencial para garantir acompanhamento regular e reduzir a probabilidade de recorrência. Proteger o coração, lembram os especialistas, não é uma tarefa de dias ou semanas. É uma responsabilidade para a vida.

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