Sociedade | 23-12-2023 18:00

ISLA Santarém a caminho dos 40 anos com ambição de ser instituto politécnico

ISLA Santarém a caminho dos 40 anos com ambição de ser instituto politécnico
Domingos Martinho, director do ISLA Santarém, com Filipa Martinho, delegada da administração da instituição

Instituição de ensino superior privado, que comemora o 40º aniversário em 2024, apresentou proposta para passar a instituto politécnico com o objectivo de aumentar a diversidade de oferta formativa e poder estrear-se em doutoramentos.

O ISLA Santarém submeteu um processo na Direcção-Geral de Ensino Superior para a alteração do seu regime jurídico de escola politécnica/escola não integrada para instituto politécnico (IP) o que, a concretizar-se, permitirá aumentar a oferta de ensino, oferecer cursos de doutoramento e passar a utilizar a denominação de Universidade Politécnica. “Queremos crescer e ter uma actividade mais relevante, com mais valências, e a possibilidade de isso acontecer é o regime jurídico passar a instituto politécnico. Temos cerca de 50% de docentes doutorados e 30% de especialistas, que é qualificação muito relevante para actuar no âmbito do ensino superior politécnico; cumprimos todos os rácios legais e estamos bem preparados para mais 40 anos”, afirmou aos jornalistas o director do ISLA Santarém, Domingos Martinho, durante a conferência de imprensa a propósito do programa de comemorações do 40º aniversário da instituição de ensino superior privado, que decorreu no auditório Professor Manuel Damásio, no ISLA Campus.
Domingos Martinho apontou como principal vantagem desta transição para instituto politécnico a possibilidade de o ISLA passar a ter “várias escolas”, como por exemplo, de gestão, tecnologias, engenharia, saúde e desporto, valências que enquanto escola não integrada não pode ter. “O limite será a nossa capacidade de intervenção e de implementação”, sublinhou.
Questionado por O MIRANTE sobre se poderão essas novas ofertas ir ao encontro daquelas que já existem actualmente no Instituto Politécnico de Santarém (IPS), Domingos Martinho começou por referir que tem o “maior respeito” pelo trabalho desenvolvido por essa instituição pública de ensino superior com a qual, inclusive, o ISLA mantém protocolos e partilha docentes. “Mas há uma coisa que não posso deixar de dizer: o que pode vir a acontecer é o politécnico, no ano a seguir [à passagem do ISLA a IP], copiar ofertas que o ISLA venha a ter, que é o que tem feito”. Até porque, prosseguiu, se uma instituição como o IPS decidir criar novas ofertas não corre os mesmos riscos que o ISLA uma vez que para isso utiliza dinheiros públicos. Contrariamente, “nós corremos o risco e o risco é não termos candidatos e termos um investimento em corpo docente, instalações que depois não se consegue repercutir em resultados”.
Depois de na sua intervenção inicial ter afirmado que o ISLA é uma família onde “ninguém fica para trás” e onde se conhecem os alunos pelo nome e se ajuda quem precisa, sempre que possível, a ultrapassar as dificuldades, o director da instituição, em resposta ao nosso jornal, assegurou que caso se verifique a passagem a IP não perderá essa identidade. “Não temos a ideia de ser uma escola de multidões (…) não é para ter 10 mil alunos em Santarém, é para ter mais e melhor oferta e ir mais ao encontro daquilo que o mercado procura porque só faz sentido uma escola privada funcionar se conseguir dar resposta àquilo que são os anseios das pessoas”, sublinhou.
O ISLA Santarém tem actualmente 1.400 alunos, dos quais 60% beneficiam de apoio através da atribuição de bolsa de estudo pela Direcção-Geral de Ensino Superior ou de outros apoios disponibilizados pela própria instituição privada que, no ano anterior, investiu 350 mil euros no apoio aos estudantes.

Programa de comemorações ao longo do ano
O ISLA Santarém vai assinalar o seu 40º aniversário com um programa de actividades que vão decorrer ao longo do próximo ano e que inclui workshops, conferências, masterclasses e outros eventos. “Os 40 anos são um marco para o ISLA. Queremos comemorar a nossa história mas com uma visão para o futuro e aquilo que queremos alcançar”, afirmou a O MIRANTE Filipa Martinho, docente e delegada da administração da instituição.
As actividades arrancam a 6 de Fevereiro, no auditório Professor Manuel António Damásio, com a conferência subordinada ao tema “Os desafios da educação”, que terá palestrantes a debater sobre desafios como a Inteligência Artificial e a forma como os jovens aprendem. Ainda no mesmo mês, dia 22, haverá uma outra conferência intitulada de Networking Business, que terá o objectivo de “aproximar mais as empresas dos alunos para que possam ter uma porta de entrada para o mercado de trabalho”, adiantou a delegada durante a conferência de imprensa da apresentação do programa.
A 23 de Março o Dia do ISLA vai ser assinalado no Convento de São Francisco. Em Abril, mês da liberdade, vai realizar-se a conferência “50 anos do 25 de Abril” (data a definir) e a 10 de Abril a conferência “Gestão, Pessoas e Tecnologias”. Para Maio está agendada a conferência “Gestão de Pessoas”, para Junho o já habitual encontro científico; para Julho o evento ISLA SUNSET e em Setembro vai decorrer um encontro de antigos alunos. Para já estão confirmados nomes como Virgínia Lopez, Alexandre Monteiro, Bárbara Barroso e Pedro Camarez.

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