Destaques | 01-11-2026 18:00

Posto da GNR de Samora Correia “nunca teve tão poucos militares”

gnr ilustrativ

Junta de Freguesia de Samora Correia diz estar a pressionar para reforçar os meios da Guarda Nacional Republicana e pretende apoiar, com o município, a atribuição de uma nova viatura ao posto.

O Posto da GNR de Samora Correia atravessa uma situação de falta de efectivos que preocupa a junta de freguesia, numa altura em que o território continua a crescer e se perspectiva a futura construção do aeroporto na região. O presidente da junta, Jorge Paiva (PSD), afirmou na mais recente assembleia de freguesia que o posto “nunca teve tão poucos militares como tem actualmente”, considerando a situação um contra-senso face à evolução da freguesia.
A questão foi levantada depois de Sandra Simãozinho, eleita pelo Chega, relatar um episódio em que uma patrulha de Samora Correia não estava disponível por se encontrar noutra ocorrência, tendo sido necessário recorrer a militares de Benavente. O presidente da junta garantiu que o executivo mantém contacto com o comandante do posto e que tem procurado responder às solicitações apresentadas pela GNR.
Uma das prioridades passa pela disponibilização de uma nova viatura. A junta chegou a desafiar a câmara municipal e a Companhia das Lezírias para participarem numa solução conjunta, mas Jorge Paiva explicou que esta última não poderia fazê-lo por não se enquadrar nas suas competências. Segundo o autarca, a câmara assumiu, entretanto, a questão e existe a expectativa de que uma viatura destinada à GNR de Samora Correia possa ser contemplada numa futura renovação da frota.
Na mesma reunião foi ainda actualizado o processo relativo às antigas habitações da GNR no Porto Alto. Está em curso um pedido para que quatro fracções passem para o património municipal, não estando ainda definido o futuro dos imóveis. Jorge Paiva defendeu que as casas ainda poderão ser recuperadas com pequenas obras e eventualmente utilizadas para responder a necessidades habitacionais, alertando que a degradação tenderá a agravar-se enquanto os edifícios permanecerem sem utilização e manutenção.

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