Azambuja tem caminhos por reparar há anos por falta de maquinaria municipal
A falta de máquinas municipais deixa caminhos e valetas por reparar há vários anos na freguesia de Azambuja. O presidente da junta, André Salema, critica o executivo municipal e exige que a renovação dos equipamentos seja uma prioridade.
A falta de máquinas e equipamentos municipais está a comprometer a manutenção de caminhos e sistemas de drenagem na freguesia de Azambuja, com intervenções que se arrastam há mais de dois anos sem solução. O alerta foi deixado pelo presidente da Junta de Freguesia de Azambuja, André Salema, na última assembleia municipal, onde criticou o executivo camarário liderado pelo também socialista Silvino Lúcio e exigiu que a renovação dos equipamentos passe a ser uma prioridade da câmara municipal. O autarca considera inadmissível que a falta de meios impeça a realização de trabalhos básicos de manutenção, deixando a população a suportar as consequências.
André Salema revelou que a junta anda desde o início do anterior mandato a solicitar uma niveladora, sem conseguir dar resposta às necessidades da freguesia. As sucessivas avarias dos equipamentos municipais têm agravado o problema e, segundo o autarca, está na altura de o município avaliar a necessidade de investir na renovação da maquinaria. “Se não, quem sofre são as pessoas”, afirmou, sublinhando que existem caminhos municipais por reparar há mais de dois anos por falta de equipamento. As intervenções, vincou, acabam por se limitar a remendos, sem possibilidade de executar os trabalhos necessários. “É um péssimo trabalho que se presta às pessoas e estamos aqui para definir prioridades”, criticou, apelando ao executivo para que estabeleça prioridades de investimento.
Para André Salema a situação é particularmente preocupante no que respeita à limpeza e recuperação das valetas, afirmando que há mais quatro anos que não existem meios pesados disponíveis para esses trabalhos. O resultado, denunciou, é o assoreamento total de valetas em determinadas vias, comprometendo o escoamento das águas pluviais e aumentando o risco de inundações. “Não podemos ter vias municipais alagadas em água por não termos sistemas de drenagem em condições”, alertou.
A resposta do presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio, foi curta e não trouxe compromissos concretos quanto à aquisição de maquinaria pesada. O autarca reconheceu que as juntas de freguesia podem fazer mais quando dispõem dos meios necessários, estabelecendo um paralelo com as dificuldades financeiras dos municípios. Silvino Lúcio adiantou que a aquisição de máquinas já foi ponderada pelo executivo, mas destacou outros investimentos previstos e realizados, nomeadamente a compra de duas viaturas eléctricas de nove lugares para substituir veículos em fim de vida e a futura aquisição de automóveis para os médicos, no âmbito do regulamento municipal de apoio à fixação de clínicos.


