Machetes | 08-05-2023

Central do Caldeirão abre portas a uma viagem pela produção de electricidade no século XX

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Central do Caldeirão abre portas a uma viagem pela produção de electricidade no século XX

Antiga Central do Caldeirão abriu ao público como núcleo museológico após profundas obras de reabilitação. O espaço conta com peças da colecção original através das quais se iluminava Torres Novas a partir das águas do rio Almonda.

A antiga Central Hidroelétrica do Caldeirão, a partir da qual se produzia e distribuía a energia que iluminava a cidade de Torres Novas desde as primeiras décadas do século XX, voltou a abrir portas, agora como núcleo museológico. O edifício, que fica no coração da cidade junto ao rio Almonda, estava a degradar-se há vários anos e foi requalificado no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), num investimento de 1,6 milhões de euros. A inauguração decorreu na segunda-feira, 1 de Maio e contou com a presença de antigos funcionários que contribuíram com testemunhos para ajudar a recriar a antiga central.
O presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, destacou precisamente no seu discurso a importância dos contributos dos ex-trabalhadores da Central do Caldeirão, que aparecem representados no próprio núcleo museológico através de fotografias. O autarca realçou ainda, em declarações a O MIRANTE, a relevância que teve para a cidade a antiga central que volta agora a ser “um emblema local, regional, nacional e internacional”, que merece ser visitado.
O professor, arqueólogo, historiador e museólogo Jorge Custódio reforçou que “os trabalhos desenvolvidos honram Torres Novas” por preservarem e valorizarem “um dos mais significativos exemplos do património do país”. O professor destacou ainda o “contributo precioso” da Fundação EDP que estabeleceu com o município um protocolo para a elaboração da musealização da Central.
A histórica central “é diferente de outras unidades de produção de electricidade da mesma época na região porque foi implementada uma concessão pública à iluminação”, enquanto que outras, da mesma época, “começaram por estar ligadas à indústria e a uma elite capitalista”, explicou ao nosso jornal a técnica de História da Câmara de Torres Novas e responsável pelo espaço, Elvira Marques, acrescentando que o principal objectivo dos trabalhadores era fazer com que nunca faltasse electricidade no hospital, na principal avenida e no centro histórico da cidade. Pela central passaram cerca de 150 trabalhadores.
Na sua fase inicial, entre 1923 e 1932, a produção de energia foi protagonizada por José Manuel Ferreira que negociou e adquiriu as primeiras turbinas. Em 1933 a empresa constituiu-se como sociedade por quotas e passou a designar-se Empresa Industrial de Electricidade do Almonda (EIEA), ganhando a concessão de fornecimento de energia eléctrica no concelho de Torres Novas. Foi também nessa altura, em 1940, que foi inaugurado o novo edifício da central da autoria do arquitecto António Rodrigues da Silva Júnior. Após o 25 de Abril de 1974 a empresa passou por um processo de nacionalização negociado com a EDP.
Segundo Elvira Sequeira foi possível preservar e recuperar a colecção original que inclui um quadro de comando que era manobrado manualmente, uma turbina dupla e uma simples, fabricadas em Portugal nos anos 20 e 30 e uma máquina de grupo térmico com motor inglês que, na altura, ajudava na produção de energia eléctrica caso falhasse o caudal do rio Almonda. Foi igualmente requalificado o moinho e o lagar do Caldeirão.

Dia de revisitar memórias para antigos trabalhadores
Natural da Chamusca, João Simões, de 87 anos, foi um dos trabalhadores que fez questão de marcar presença na inauguração do núcleo museológico da Central onde começou a trabalhar aos 18 anos e permaneceu até se reformar. “Trabalhava com uma brigada de oito ou nove elementos” numa altura em que praticamente nenhuma parte do concelho tinha acesso a luz eléctrica. “Nós é que iluminávamos Torres Novas e mesmo assim não dava para todas as ruas”, disse a O MIRANTE o antigo funcionário que se fez acompanhar pela neta Joana.
O edifício tem condições para acolher acções culturais e de dinamização social e económica, tem um restaurante, um espaço multiusos para espectáculos e jardim exterior com vista para a tarambola. O coração do núcleo museológico situa-se no piso -2, onde já na altura estava instalada a maquinaria que produzia a energia com recurso às águas do Almonda. Foi nesse piso que encontrámos Maria Luísa Cambé que jamais imaginava, aos 82 anos, voltar a entrar na antiga central onde começou a trabalhar como secretária de tesouraria assim que atingiu a maioridade. “Foi o meu primeiro e único emprego. Foi bom regressar”, disse, emocionada.

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