Sociedade | 23-05-2023 10:00

Rancho da Casa do Povo do Cartaxo despejado da sede onde estava há quatro décadas

Rancho da Casa do Povo do Cartaxo despejado da sede onde estava há quatro décadas
Dirigentes do Rancho da Casa do Povo do Cartaxo lamentam ter que deixar aquela que foi a sua sede durante mais de 40 anos

Segurança Social não chegou a acordo com a colectividade, que teve que entregar as chaves a 15 de Maio. Família do Cartaxo disponibilizou um espaço provisório para o Rancho Folclórico da Casa do Povo do Cartaxo desenvolver as suas actividades.

O Rancho Folclórico da Casa do Povo do Cartaxo vai ter que abandonar aquela que foi a sua sede durante mais de quatro décadas. A informação foi dada pelo presidente da direcção, Francisco Catalão, a O MIRANTE referindo que este não era o desfecho que pretendiam. Como O MIRANTE noticiou, em Março deste ano, a Associação Cultural Recreativa Rancho Folclórico do Cartaxo corria o risco de ser despejada da sua sede, no primeiro andar de um edifício que pertence à Segurança Social.
Agora a Segurança Social pediu uma renda de mais de mil euros por mês, valor que a associação não tem como suportar. E a Câmara do Cartaxo também não pode ajudar, como referiu o presidente do município, João Heitor (PSD), em sessão camarária. A associação ainda fez uma contra-proposta para pagar 250 euros por mês de renda, que foi aceite mas não avançou porque a associação teria que ter o estatuto de utilidade pública, o que não se verifica. O último dia para retirar os pertences do espaço onde funcionava a sede foi a 15 de Maio, dia em que Francisco Catalão entregou as chaves do edifício à Segurança Social.
No entanto, a associação não vai ficar sem sede. Um casal do Cartaxo, Helena e Rui Maximiano, disponibilizaram um espaço no centro da cidade onde vai ser possível ao rancho ensaiar e ter a sua sede provisória até o município encontrar um espaço que possa ceder. “É com muita pena que saímos daquela que sempre foi a nossa sede. Cresci aqui, como muitos dos meus colegas. Agradecemos imenso à dona Helena e ao senhor Rui Maximiano por nos ajudarem gratuitamente porque não tínhamos onde colocar as nossas coisas”, afirma Francisco Catalão.
Conhecida como Rancho da Casa do Povo do Cartaxo a associação estava ali instalada desde 1981. No final dos anos 80 do século passado a Casa do Povo do Cartaxo foi extinta. Entretanto o edifício passou a pertencer à Segurança Social mas o rancho continuou a ter a sua sede no primeiro piso do edifício, conhecido como ‘o edifício da Casa do Povo’. Em 1996 foi assinado um protocolo entre a Câmara do Cartaxo e a Segurança Social em que ficou definido que apesar de o edifício pertencer à Segurança Social o primeiro piso continuaria cedido à associação. Só que agora o Estado está a reaver todo o património da Segurança Social e por isso a associação teve que sair do edifício.

Uma colectividade que não é só folclore
A Associação Cultural Reacreativa Rancho Folclórico do Cartaxo foi fundada em Novembro de 1947. Actualmente, além do rancho, tem um grupo de música popular portuguesa, grupo de teatro e zumba. É uma forma de ter mais dinâmica e mais receitas. O balão de oxigénio que têm ao longo do ano é durante a Feira do Vinho e a Feira dos Santos onde exploram uma tasquinha e fazem dinheiro que lhes permite gerir a colectividade. O rancho folclórico é o que mobiliza mais pessoas, com cerca de 40 elementos entre os quatro e os 80 anos. Divide-se em três grupos: infantil, adulto e as velhas guardas, a quem deram o nome de “Glórias Vivas”.

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