Auditoria à Câmara do Entroncamento prometida pelo Chega ainda não avançou
Presidente Nelson Cunha garante que o objectivo da auditoria passa por avaliar não só as contas do município, mas também o funcionamento interno dos serviços.
A anunciada auditoria aos serviços da Câmara Municipal do Entroncamento, anunciada pela gestão do Chega, voltou a ser tema na última reunião do executivo, depois do vereador Rui Madeira (PSD) questionar o presidente sobre o ponto de situação do processo. O presidente da câmara, Nelson Cunha (Chega), garantiu que a auditoria continua nos planos do município.
O vereador social-democrata recordou que a realização da auditoria foi apresentada pelo executivo como uma medida de transparência, mas considerou que o processo está a demorar mais do que o esperado. “Já falámos nela algumas vezes. Era uma das iniciativas que os senhores iriam fazer no âmbito da tão apregoada transparência, mas a verdade é que esta auditoria tarda em ser realizada”, afirmou, questionando se a mesma irá avançar e em que fase se encontra.
Nelson Cunha garantiu que a auditoria continua nos planos do município, explicando que o atraso resulta do trabalho preparatório que está a ser desenvolvido para definir o âmbito da intervenção e os procedimentos necessários à sua contratação. “Queremos ter uma análise daquilo que é a estrutura da câmara e que seja uma auditoria financeira, mas também de recomendações àquilo que são os nossos sistemas internos de operabilidade financeira”, explicou.
O presidente adiantou ainda que, devido aos valores apresentados, será necessário avançar com um concurso público para a contratação do serviço e sublinhou que a intenção não é “apenas apanhar erros”, mas também, depois, com “um parecer construtivo, averiguar aquilo que podemos melhorar nos serviços e na celeridade dos nossos processos internos”.
Recorde-se que, tal como O MIRANTE noticiou, o presidente da Câmara do Entroncamento definiu como prioridades do novo executivo a realização de uma auditoria externa e independente às contas do município, sublinhando que não se trata de uma desconfiança, mas de “garantir rigor e transparência para planear o futuro com base em dados concretos”.


