Cultura | 19-11-2022 10:00

Tradição e gastronomia na Feira Nacional do Cavalo na Golegã

Tradição e gastronomia na Feira Nacional do Cavalo na Golegã
Sílvia e Célia Costa são irmãs e dão continuidade ao legado deixado pela sua avó, "Ti Carapuça"

Célia Costa e Sílvia Costa são os rostos simpáticos e sorridentes que marcaram presença na Feira Nacional do Cavalo para promover queijos, azeite e enchidos

Célia Costa e Sílvia Costa são os rostos simpáticos e sorridentes que marcaram presença na Feira Nacional do Cavalo para promover queijos, azeite e enchidos dando assim seguimento ao legado da sua avó “Ti Carapuça”. Paulo Caixinha e Maria Lourenço são proprietários da Taverna do Forcado há duas décadas e duas das pessoas mais acarinhadas na terra. Os quatro conversaram com a reportagem de O MIRANTE no Dia de São Martinho.

Uma das novidades deste ano da Feira Nacional do Cavalo, na Golegã, foram os vários expositores de artesanato situados no Largo da Igreja Matriz. Lacticínios Santos Costa é uma empresa familiar que confecciona queijos e azeite que alimentam as memórias e tradição de sabor. É assim que Célia Costa e Sílvia Costa, irmãs, definem o projecto fundado há mais de um século pela “Ti Carapuça”, avó e uma figura muito acarinhada na Serra de Santo António, concelho de Alcanena. Para além de queijos e azeite, a equipa da Lacticínios Santos, composta também pela mãe e irmãos de Célia e Sílvia, produz enchidos de vários tipos de mel da Serra.
Amor e respeito pelo legado da avó são os ingredientes que nunca faltam na hora de confeccionar os seus produtos. É tudo feito de forma artesanal, manualmente, e a qualidade das iguarias é garantida por Célia Costa, engenheira de Qualidade com vários anos de experiência na área.
Com uma paisagem de fazer inveja a qualquer um no local de trabalho desta família existem várias dezenas de animais. Para mostrar aos mais curiosos como se confecciona os produtos a empresa disponibiliza visitas mais prolongadas onde é explicado todo o processo que faz da Lacticínios Santos Costa uma marca com uma grande presença no mercado.
Pela primeira vez na Feira Nacional do Cavalo as irmãs costumam percorrer a região ribatejana a promover os seus produtos; são presença garantida na Feira dos Frutos Secos e na Feira Medieval, em Torres Novas, e fora do Ribatejo, na feira de Alcobaça e Porto de Mós. Todas as semanas fazem alguns mercados semanais, nomeadamente em Torres Novas.
Saber vender é uma arte e só acreditando no produto é que se conseguem bons resultados. É este o lema das irmãs Costa. Ajuda o facto de ambas serem sorridentes, simpáticas e boas conversadoras. “Faz parte do nosso trabalho tentar cativar o cliente. Só conseguimos sucesso num negócio se fidelizarmos as pessoas e as tornarmos nossas amigas. É isso que temos feito na nossa empresa. Tenho a certeza que a nossa avó, que nos ensinou tudo o que sabemos, está orgulhosa do nosso trabalho”, afirmam, em uníssono.

Golegã é uma terra
de forcados e toureiros
Algumas centenas de metros mais à frente, em direcção ao Equuspolis, Paulo Caixinha e Maria Lourenço mantêm aberta a Taverna do Forcado há duas décadas. Espaço de tradições e de grandes convívios o restaurante é um dos mais conhecidos da terra e continua a receber pessoas de todos os cantos do país. A Feira da Golegã ajuda a equilibrar as contas, mas é durante o ano que o casal aposta todas as fichas. Recebem peregrinos que vão a caminho de Fátima e de Santiago de Compostela, têm os clientes habituais que residem na vila e, como não podia deixar de ser, recebem muitas figuras ligadas à tauromaquia.
Paulo Caixinha pegou de caras, foi ajuda, rabejador e cabo do Grupo de Forcados Amadores da Golegã, entretanto extinto. Também pegou nos Amadores de Lisboa e de Azambuja. Orgulhoso goleganense, é sobrinho do matador de toiros António dos Santos e do empresário e bandarilheiro Agostinho dos Santos, e primo de Manuel dos Santos, matador de toiros. “Apesar de ser conhecida como a Capital do Cavalo a Golegã é uma terra de toiros, forcados e grandes toureiros”, vinca Paulo Caixinha a O MIRANTE.
Com as paredes forradas com cartazes e fotografias da festa brava o espaço emana cultura e tradição. “Tivemos sempre vontade de abrir um restaurante na nossa terra onde todos pudessem passar momentos agradáveis, principalmente a rapaziada ligada aos cavalos e toiros. O que mais nos caracteriza é o prazer que temos em receber pessoas e deixá-las satisfeitas ao ponto de quererem voltar”, salienta.

Paulo Caixinha e Maria Lourenço são proprietários da Taverna do Forcado há cerca de duas décadas

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