Sociedade | 23-12-2022 18:49

Greve de carteiros de Alverca/Vila Franca de Xira causou "alguns transtornos"

Greve de carteiros de Alverca/Vila Franca de Xira causou "alguns transtornos"
Trabalhadores dos CTT do concelho de Vila Franca de Xira estão a lutar por melhores condições de trabalho

Os trabalhadores do Centro de Distribuição Postal dos CTT de Alverca/Vila Franca de Xira iniciaram na segunda-feira uma greve de cinco dias às últimas duas horas e 48 minutos do horário por melhores condições de trabalho

A greve de cinco dias às últimas três horas de horário dos funcionários do Centro de Distribuição Postal dos CTT de Alverca/Vila Franca de Xira causou “alguns transtornos” aos utentes, disse fonte sindical. Fernando Ambrioso, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, explicou à Lusa que os “trabalhadores mantiveram-se unidos durante toda a semana”, lembrando que a greve não decorria o dia inteiro, tendo em conta “a necessidade de entrega de encomendas sobretudo nesta época” natalícia.

Os trabalhadores do Centro de Distribuição Postal dos CTT de Alverca/Vila Franca de Xira iniciaram na segunda-feira uma greve de cinco dias às últimas duas horas e 48 minutos do horário por melhores condições de trabalho, de forma a “não prejudicar o sistema”. Em causa está, segundo o sindicato, a redução dos postos de trabalho e a sobrecarga provocada pela falta de pessoal para o trabalho a executar, a que se soma a defesa da reposição da qualidade do serviço público postal devida aos cidadãos do concelho de Vila Franca de Xira.

“Nesta altura do ano, tendo em conta a necessidade de entrega de encomendas e vales, estamos na época natalícia, decidimos fazer só às últimas duas horas e 48 minutos, na prática só depois de almoço é que fazíamos [greve]”, frisou o sindicalista.

De acordo com Fernando Ambrioso, a empresa pretende a redução de oito postos de trabalho. “A nós ainda não disseram nada. Ouvimos declarações [da empresa] na comunicação social [sobre a não redução dos oito postos de trabalho]. Esperamos pelas duas próximas semanas, que foi o prazo que demos à empresa para reformular a organização daquilo que estava previsto”, explicou.

Fernando Ambrioso lembrou que, neste momento, o número de carteiros “já não é suficiente para as ‘encomendas’”, frisando que numa situação perfeitamente normal “já existem atrasos com significado”. “Se cada um deles [carteiros] não trabalhou de forma arredondada três horas houve algum transtorno sim. Não fizemos ao dia completo para procurar minimizar o transtorno, senão em vez de ter a população do nosso lado e perceber o que nós pretendíamos, iríamos ter o reverso da medalha que seria as pessoas descontentes, o que já acontece com os atrasos normais”.

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