Política | 22-01-2023 12:00

Vereador do Chega no Entroncamento contra o Plano para a Igualdade e Discriminação

Luís Forinho defende que nas escolas se deve ensinar o hino nacional e o significado das cores da bandeira e não termos ou conceitos como gay, lésbica ou quer. Por isso votou contra Plano Municipal para a Igualdade e Discriminação.

O vereador eleito pelo Chega (agora independente) na Câmara do Entroncamento votou contra o Plano Municipal para a Igualdade e Discriminação. Luís Forinho criticou as “diversas siglas e nomes em voga”, como gay, lésbica, transgénero, bissexuais, intersexo. “Queer...nem sei o que isto significa. É uma panóplia de termos a perder de vista que não fazem sentido. Fala-se de igualdade entre homens e mulheres. Nunca serão iguais. As mulheres são muito melhores do que os homens mas enquanto não se perceber isso...”, referiu Luís Forinho na última reunião de câmara.

Luís Forinho considera que dar a conhecer às crianças termos como transgénero, bissexuais, intersexo ou queer é uma “forma de pressionar os mais novos e de confundi-los sobre se são meninos ou meninas ou se não se identificam com nenhum género. É mais importante ensinar-lhes o hino nacional e as cores da nação e deixá-las serem livres e sem assuntos destes a preocupá-las”, acrescentou.

O presidente da Câmara do Entroncamento, o socialista Jorge Faria, apenas disse que não comentava as palavras do vereador da oposição apesar de não concordar com elas. “São leis emanadas do Parlamento que temos que cumprir”, justificou. O Plano Municipal para a Igualdade e Discriminação é comum aos municípios que integram a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT). Com este plano os municípios têm a responsabilidade de assegurar a integração da perspectiva de género em todas as acções da autarquia através da adopção do Plano Municipal para a Igualdade e Discriminação. “Além de ser uma obrigação, é também uma preocupação que temos no nosso dia-a-dia que ninguém seja discriminado”, sublinhou Jorge Faria.

O vereador do PSD, Rui Madeira, criticou a elaboração do documento referindo que precisa de ter mais substância e que deveria estar mais desenvolvido. Além disso, os vereadores social-democratas consideram que o documento contém omissões. O plano foi aprovado por maioria com os votos a favor do PS, três abstenções do PSD e o voto contra do vereador eleito pelo Chega.

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