Economia | 21-02-2020 18:00

Hipermercados de Alverca sufocaram o comércio tradicional

Hipermercados de Alverca sufocaram o comércio tradicional

Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas alerta para situação complicada que as empresas atravessam e que advém, entre outros factores, da autorização desregrada que foi sendo dada nos últimos anos para a instalação de hipermercados.

O comércio local de Alverca está numa situação complicada e a culpa é do sufoco e concorrência que está a sofrer por parte das grandes superfícies comerciais que se instalaram naquela cidade e no concelho de Vila Franca de Xira na última década.

O alerta foi deixado a O MIRANTE na última semana por Jorge Pisco, presidente da Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), à margem da assinatura de um protocolo com a junta de freguesia daquela cidade visando a dinamização do tecido empresarial da freguesia.

“As empresas estão numa situação complicada e não temos visto o Governo a criar todas as medidas que poderia para ajudar as empresas e o pequeno comércio. O comércio local está a ser sufocado por grandes superfícies e isso é avassalador”, critica.

O responsável avisa que as autarquias precisam de “olhar com olhos de ver” para as micro empresas, promovendo novas iniciativas que aproximem a população destes espaços. Além desses desafios, as micro e pequenas empresas não estão a ter acesso a fundos comunitários, alertou, situação que a confederação vê com apreensão.

“Criar uma empresa é muito fácil, o maior problema é depois enfrentar a carga burocrática e de impostos e ter de fechar ao fim de dois anos. Já apresentámos aos grupos parlamentares uma lista de 25 propostas de carácter económico e social de apoio às empresas que gostávamos de ver implementada nesta legislatura”, explica Jorge Pisco.

A CPPME assinou na tarde de 12 de Fevereiro com a Junta de Freguesia de Alverca do Ribatejo e Sobralinho um protocolo com vista à implementação de um plano de acção que dinamize o comércio local.

Carlos Gonçalves (CDU), presidente da junta, diz que Alverca tem sido o motor económico do concelho mas que ainda não está a ser dada a devida atenção para a necessidade de criar novas vias de acesso à cidade. “Ou haverá solução para o problema da Estrada Nacional 10 ou o tecido empresarial que temos sofrerá um revés. O crescimento do concelho não foi acompanhado por boas vias de comunicação”, avisa.

O autarca lembra a “necessidade urgente” de ser implementada uma alternativa à EN10, seja através da construção de uma variante ou da isenção de portagens na Auto-Estrada do Norte (A1) no troço que atravessa o concelho. “A criação dos nós dos Caniços e do Sobralinho é decisivo para o crescimento empresarial da cidade e do concelho. Sem eles será difícil sustentar a mobilidade que é necessária às empresas e às pessoas”, defendeu.

Acções de informação e feira de actividades económicas

Entre as iniciativas previstas no âmbito deste novo protocolo está a realização de uma feira de actividades económicas da freguesia, a realização de acções de informação e formação e workshops temáticos destinados às empresas, o primeiro a realizar-se já dia 26 de Março no salão nobre da junta dedicado ao tema “Rentabilidade e produtividade nas micro, pequenas e médias empresas”. O acordo permitirá também a criação de suportes de promoção e divulgação das potencialidades das empresas de Alverca e consultadoria especializada para negócios.

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