Politécnico de Tomar tem futuro mas os alunos precisam da ajuda do Governo
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João Coroado lembra que a formação superior é essencial para o futuro do país e da região.
PATROCINADOR GALARDÃO EMPRESA DO ANO
Presidente do Instituto Politécnico de Tomar, João Coroado, aponta o abandono escolar universitário como o maior problema trazido pela pandemia e lamenta não ter tido maior apoio do Governo para o contrariar, mas acredita ser possível recuperar esses alunos.
Uma das consequências da pandemia foi o aumento do abandono escolar universitário e, segundo o presidente do Instituto Politécnico de Tomar, João Coroado, essa situação foi particularmente sentida naquele estabelecimento de ensino.
“A crise está a agravar-se com os sucessivos confinamentos e naturalmente o IPT está a senti-la através dos indicadores do abandono escolar que se estão a agravar. Infelizmente a nossa expectativa é que este problema se irá repercutir por mais tempo enquanto não houver uma franca recuperação da economia”, refere.
João Coroado diz que no primeiro semestre deste ano lectivo o IPT recebeu uma série de cancelamentos de matrícula, até 31 de Dezembro, não porque os alunos quisessem abandonar os estudos mas devido às dificuldades económicas que estão a ser sentidas pelas suas famílias. “É especialmente doloroso quando o abandono resulta de um contexto social e não de uma vontade do próprio aluno”, sublinha.
Para o presidente do Instituto Politécnico de Tomar o problema só poderia ser resolvido com o apoio extraordinário por parte dos serviços de Acção Social, mas que isso não está acontecer. “Neste momento há uma franja de estudantes que não está a ter hipótese de chegar a esse apoio e que, por esse motivo, começa a ter muitas dificuldades em continuar a pagar os estudos”, diz, sublinhando que, no que toca ao IPT, os apoios do Governo foram inexistentes. “O nosso crescimento orçamental de dois por cento decorre do acordo de legislatura e não dos tempos de pandemia”, explica.
Sobre o futuro, João Coroado escolhe a palavra “esperança” e garante que tudo será feito para voltar a recuperar esses alunos e cativar outros porque só assim pode continuar a sua missão de “preparar os activos do futuro e o desenvolvimento da região que tanto necessita de investimento e conhecimento”.
“Acreditamos que o IPT terá sucesso e estamos a trabalhar nesse sentido dando seguimento a um conjunto de projectos que vão tornar mais consistente a operação deste instituto, nas vertentes educacional, científica e cultural”, adianta.
Sobre o reconhecimento do mérito, nomeadamente através da iniciativa Galardão Empresa do Ano de O MIRANTE, João Coroado é de opinião que esse reconhecimento é fundamental para avançar. “É muito importante reconhecer o mérito daqueles que se esforçam por dar mais e melhor à sociedade e apontá-los como exemplos a seguir”.