Economia | 06-04-2021 18:00

Nersant revela que maioria das empresas suas associadas tem resistido à crise

Nersant revela que maioria das empresas suas associadas tem resistido à crise
ECONOMIA

Quarto inquérito realizado pela associação empresarial revela que a maioria das empresas associadas não está em lay-off e prevê manter postos de trabalho.

No âmbito da pandemia de Covid-19 a Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém tem vindo a acompanhar a evolução da actividade das empresas e a forma como estão a utilizar alguns instrumentos de apoio às mesmas através do lançamento de inquéritos à actividade económica dos seus associados.

De acordo com os resultados do último inquérito, o quarto realizado pela Nersant, 64,86% dos seus associados não recorreram ao lay-off em 2020, contra 35,14% que admitiram ter recorrido a este mecanismo. No caso das empresas que recorreram, 48,28% afirmam que estiveram neste regime mais de 76% dos seus colaboradores. De acordo com o inquérito, 20,69% das empresas em lay-off afirma que a medida abrangeu entre 51% e 75% dos trabalhadores, 17,24% das empresas diz que o lay-off incidiu sobre menos de 25% dos colaboradores e 13,79% das empresas refere que foram abrangidos pela medida entre 26 e 50% dos seus trabalhadores.

Segundo as conclusões do inquérito, estão actualmente em lay-off 13,89% das empresas. Das que recorreram a este mecanismo, 26,47% pretende dar continuidade ao mesmo depois de Julho, contra 73,53% que diz não pretender estar em lay-off após o sétimo mês do ano.

Quanto aos efeitos da actividade actual num futuro próximo na força de trabalho, 75,34% das empresas prevê manter os postos de trabalho e 20,55% prevê mesmo aumentar os mesmos. Apenas 4,11% das empresas diz prever uma diminuição dos postos de trabalho. Em termos de actividade, 50% dos inquiridos diz estar a laborar a mais de 76% e 20,27% refere estar a trabalhar entre 51 e 75%. Cerca de 14% das empresas respondeu estar a laborar a menos de 25%, percentagem igual entre 26 e 50%.

O inquérito questionou ainda os associados quanto às quebras em termos de encomendas e novos contratos. Metade das empresas afirma ter tido quebras inferiores a 50% e 27,03% das mesmas diz não ter registado quaisquer quebras. Com quebras superiores a 50% estiveram 22,97% das empresas.

A normalização da actividade, acreditam 70,31% das empresas, ocorrerá num prazo superior a 90 dias, sendo que 20,31% das empresas diz que a normalização chegará num prazo superior a 30 dias mas inferior a 90 dias.

Quanto ao tipo de financiamento que as empresas entendem ser mais importantes, 34,85% declara que o mais importante é o financiamento a fundo perdido de acordo com a quebra de facturação de 2020. Segue-se o financiamento para apoio ao investimento com 31,82% e financiamento à tesouraria (30,30%).

Em análise estiveram também as moratórias sendo que 46,97% das empresas diz que as mesmas devem ser prolongadas por mais nove meses, enquanto 33,33% entende que as mesmas só devem ser prolongadas para os sectores que foram obrigados a encerrar no estado de emergência. 13,64% refere que as moratórias só devem ser prolongadas para as empresas que apresentem resultados negativos em 2020 e 6,06% das empresas considera mesmo que as moratórias não devem ser prolongadas, em qualquer circunstância.

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