Economia | 01-05-2021 12:30

Investidores podem garantir continuação da Platex em Tomar

Investidores podem garantir continuação da Platex em Tomar
ECONOMIA
Existem dois investidores interessados em adquirir a IFM, mais conhecida por Platex, em Tomar

A IFM – Indústria de Fibras de Madeira, mais conhecida por Platex, pode ter o futuro assegurado com a chegada de dois novos investidores. A empresa está em processo de insolvência e despediu mais de meia centena de trabalhadores nos últimos seis meses.

A entrada de dois novos investidores na IFM – Indústrias de Fibras de Madeira, também conhecida por Platex, pode salvar dezenas de postos de trabalho na empresa com sede em Tomar. A notícia foi dada por Anabela Freitas, presidente do município, em reunião de câmara, que se realizou a 12 de Abril.

Anabela Freitas não abriu o jogo em relação a quem são os investidores limitando-se a afirmar que já estão em contacto com o administrador da massa insolvente da empresa, o mesmo que geriu o processo de insolvência da Fábrica de Papel do Prado, também em Tomar. Ainda assim, a autarca revelou que um dos investidores é um empresário com negócios em Portugal e pretende adquirir a fábrica mantendo os postos de trabalho e as máquinas de produção. O segundo investidor, informa, é alguém que conhece muito bem a casa.

“O importante é que a fábrica não encerre definitivamente e se consiga manter os postos de trabalho”, reforçou Anabela Freitas, sublinhando que é natural que o administrador da insolvência queira vender a empresa a bom preço, “mas que a empresa tem um valor económico e social para o concelho de Tomar que não é mensurável”.

Recorde-se que a Platex, localizada em Valbom, é a única empresa do país a produzir um determinado tipo de placas de madeira, e tem passado por períodos muito conturbados ao longo dos seus mais de 60 anos de história. Recentemente, entrou em processo de insolvência, tendo despedido mais de meia centena de trabalhadores em meio ano, acabando por fechar portas em Março de 2021. A empresa chegou a apresentar facturações de mais de 10 milhões de euros por ano e a ter mais de três centenas de funcionários.

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