Economia | 02-05-2021 12:30

Fábrica de cenouras em Almeirim devia estar a funcionar e ainda não começou

Fábrica de cenouras em Almeirim devia estar a funcionar e ainda não começou
ECONOMIA
Presidente da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro; empresário Yannick Le Mintier; administradora da AICEP, Madalena Silva, e secretário de Estado, Eurico Brilhante Dias, no dia da apresentação do investimento

Empresários americanos que adquiriram quarenta hectares em Fazendas de Almeirim para construírem a maior unidade de produção e exportação de “baby-carrot” da Europa ainda só apresentaram o projecto de arquitectura.

A unidade agroindustrial de produção e exportação de cenouras bebés anunciada há quase dois anos para Almeirim ainda não saiu do papel, mas o presidente da câmara, Pedro Ribeiro, acredita que a exploração vai avançar nos próximos meses. Os promotores do investimento até agora só apresentaram o projecto de arquitectura para os cerca de 40 hectares de terreno para onde está prevista a unidade, numa zona de eucaliptal na Estrada Municipal 1391, que liga Fazendas de Almeirim à Nacional 114.

O autarca refere a O MIRANTE que faltam dar entrada na câmara os projectos de especialidade e que o andamento do processo não terá sido mais rápido, segundo as explicações que obteve da empresa, devido à situação de pandemia. Quando o investimento, na ordem dos cinquenta milhões de euros, foi anunciado, numa cerimónia no salão nobre do município, o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, referiu que esta unidade fará de Almeirim “o maior produtor de ‘baby-carrot’ da Europa”.

Para a concretização do investimento a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) assinou um contrato com empresa americana 52-Fresh e a Agência para incentivos do Estado português. Estava previsto o início da construção da fábrica para o Outono de 2019 e falava-se na criação de 183 postos de trabalho. Na apresentação o empresário Yannick Le Mintier, que tem instalações na Califórnia, Estados Unidos da América, referiu que já tinha conversações com a Câmara de Almeirim e com a AICEP há quatro anos.

Se vier a concretizar-se, a unidade será a segunda maior empregadora do concelho e a fábrica terá tecnologia que não existe em Portugal.

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