Economia | 10-09-2021 21:00

Frimor foi um incentivo à economia local

Frimor foi um incentivo à economia local
Albino Tomás, Carlos Leal, Maria da Graça Leal e Rosa Vicente. Presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias com o presidente da Câmara de Caldas da Rainha, Fernando Tinta Ferreira

Ceboleiros presentes na Feira Nacional da Cebola, em Rio Maior, elogiaram realização do certame e dizem que a crise pandémica não lhes afectou muito o negócio.

Albino Tomás tem 84 anos e participa na Frimor – Feira Nacional da Cebola de Rio Maior desde os 10 anos. Começou a ir com o pai e agora é ele quem está à frente da banca. “Sou tão antigo que cheguei a vender cebolas a dois tostões cada rama”, recorda com um sorriso enquanto os clientes o observam na conversa com O MIRANTE. A filha, que vive nos Estados Unidos da América há muitos anos, está de férias em Portugal e aproveitou para dar uma ajuda ao pai.

O ceboleiro de Alvorninha, concelho das Caldas da Rainha, localidade de origem de praticamente todos os ceboleiros que participam na Frimor, garante que não deixou de vender por causa da pandemia de Covid-19. “Tenho clientes que compram às toneladas. Tenho conseguido vender sempre o meu produto”, afirma.

Albino Tomás conta que continua a marcar presença na Frimor, que decorreu entre 1 e 5 de Setembro, em Rio Maior, pela tradição e pelos clientes que todos os anos o visitam no stand. “Tenho clientes tão antigos que alguns me oferecem água-pé”, diz acrescentando que a Feira da Cebola continua a ser muito importante.

Numa das primeiras bancas, junto à entrada do pavilhão de exposições onde decorreu o certame, Rosa Vicente confessa que, apesar da pandemia, o negócio não correu mal no ano passado. “Não foi tão mau quanto previam. As pessoas continuaram a comprar sempre que podiam sair de casa. Tenho clientes fiéis e isso ajudou”, afirma.

Natural de Alvorninha, Rosa Vicente, 63 anos, diz que ir à Frimor é recordar os tempos de juventude. “Antigamente dançava-se em todos os expositores. Punha-se música, naquele tempo eram cassetes, e nós dançávamos. Infelizmente, perdeu-se essa tradição mas continuo a marcar presença em Rio Maior todos os anos enquanto puder”, refere a O MIRANTE.

Também para Carlos Leal, 66 anos, o negócio tem corrido bem com o produto a vender-se normalmente. A Frimor é, na sua opinião, importante para escoar os produtos e ajuda ao desenvolvimento da economia local. Funcionário público reformado, dedica-se agora a tempo inteiro a produzir e vender cebola, que garante ser a de melhor qualidade.

Na banca ao lado, a sua esposa, Maria da Graça Leal, vende alhos, feijão, nozes, grão, tomates, entre outros produtos hortícolas. Durante a pandemia continuou a vender no mercado das Caldas da Rainha que esteve sempre aberto ao público. “Felizmente não sofremos com a pandemia. Tive receio ao início, quando foi o primeiro confinamento, mas continuei a vender sobretudo aos clientes que procuram sempre os meus produtos”, conta, acrescentando que realizar uma feira como a Frimor é essencial porque as pessoas estão saturadas de estar em casa e no certame puderam conviver.

Autarca elogia expositores

Na inauguração da Frimor, na tarde de 1 de Setembro, o presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias, agradeceu a presença de todos os ceboleiros, a maioria do concelho vizinho das Caldas da Rainha, porque, assegura, nunca viraram a cara à luta. “Este certame é para todos e sobretudo para o desenvolvimento da economia local que tanto precisa”, afirmou o autarca. Quem também marcou presença foi o presidente da Câmara de Caldas da Rainha, Fernando Tinta Ferreira, que esteve a apoiar os ceboleiros do seu município na inauguração do certame.

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