Economia | 02-10-2022 18:00

Exclusividade de venda de ginja na Feira da Golegã dá polémica

Pedro Agapito e Fátima Agapito são os proprietários da ginja Pose Altiva

Os donos de uma marca de ginja de Benavente estiveram na última reunião de câmara da Golegã para pedir esclarecimentos ao presidente do município, que preside também à organização da Feira Nacional do Cavalo 2022. Em causa está a concessão da venda no certame, em regime de exclusividade, a uma empresa de Óbidos.

A organização da Feira Nacional do Cavalo (FNC), que decorre em Novembro na Golegã, concedeu a venda de ginja no certame à empresa que comercializa a Ginja Mariquinhas, com isso impedindo que outros produtores possam vender a sua própria marca. Os proprietários da ginja Pose Altiva, de Benavente, foram à última reunião de câmara da Golegã pedir explicações ao presidente do município, mas António Camilo não deu grandes respostas.
A 18 de Julho os proprietários da ginja Pose Altiva, Pedro Agapito e Fátima Agapito, foram notificados telefonicamente pelo secretariado da FNC sobre a existência da exclusividade concedida à ginja Mariquinhas, fabricada e comercializada por uma empresa de Óbidos, e que seriam obrigados a vender esta marca nos dois espaços que vão ter na FNC.
Logo após esta notificação Pedro e Fátima Agapito escreveram um e-mail ao cuidado do município da Golegã e da FNC, a 18 de Julho e a 13 de Setembro, e a 31 de Agosto foi também enviado um e-mail pela advogada da empresa. Até ao dia da reunião de câmara não receberam qualquer resposta ou esclarecimentos, asseguraram.
Na reunião camarária de 23 de Setembro colocaram mais de uma dezena de questões ao presidente da câmara, António Camilo, que também preside à Associação Feira Nacional do Cavalo. António Camilo disse que não iria responder e solicitou que enviassem, novamente, as questões aos serviços da autarquia garantindo que desta vez iriam ser respondidas.
“Exigimos saber se a 18 de Julho já estava garantida contratualmente contrapartida financeira ou outra, para o município ou para a Associação FNC, por parte da Licóbidos. Se ainda não estava garantida, contratualmente, qualquer contrapartida, com que legitimidade o senhor presidente da câmara pode condicionar os expositores a vender a ginja Mariquinhas beneficiando uma marca em detrimento de outras? Porque é que no contrato com a Licóbidos não é incluída uma cláusula a desobrigar da exclusividade os expositores com marca própria?”, questiona Pedro Agapito.

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