Endesa mantém compromisso de integração de trabalhadores da Central do Pego
Projecto da empresa espanhola prevê um investimento de 600 milhões de euros e a criação de 75 postos de trabalho directos na nova unidade de produção de energia do Pego, em Abrantes.
A empresa espanhola Endesa assegurou que mantém o compromisso de reconverter profissionalmente e integrar os trabalhadores da central de produção eléctrica do Pego e que continuará a investir em Portugal. “Estamos a investir e investiremos em Portugal”, afirmou o presidente executivo da Endesa, José Bogas, numa conferência de imprensa em Madrid para apresentar os resultados da empresa energética em 2022.
José Bogas considerou que Portugal criou e tem condições competitivas para o investimento nas energias renováveis e a concretização da transição energética. “Se me perguntassem onde quero fazer as novas renováveis, diria que em Portugal”, afirmou. A Endesa ganhou no ano passado o concurso para a reconversão da Central do Pego, que produziu energia a carvão até Novembro de 2021.
A empresa espanhola ganhou o concurso com um projecto que prevê um investimento de 600 milhões de euros, a reconversão profissional de 2.000 pessoas e a criação de 75 postos de trabalho directos, sendo que o compromisso é dar preferência e integrar os trabalhadores da antiga central a carvão. “Obviamente, um dos elementos [do projecto] eram os trabalhadores e manter o emprego. Comprometemo-nos e continuamos comprometidos com nisso”, afirmou José Bogas, sem dar mais detalhes sobre a concretização desse objectivo.
Depois de ganhar o concurso para a reconversão da central do Pego em Março do ano passado, a Endesa anunciou em Novembro a abertura de um novo escritório em Abrantes que, nesta “fase de arranque”, incorporou os primeiros ex-funcionários da central a carvão. Num comunicado divulgado em Novembro, a Endesa referiu que “será precisamente a partir deste novo escritório em Abrantes” que “irá desenvolver o Projeto Renovável do Pego, com um investimento de cerca de 600 milhões de euros para a instalação de nova capacidade solar (365 MWp) e eólica (264 MW) num esquema de hibridação suportado por uma bateria de armazenamento com capacidade total de 168,6 MW”.
Segundo a empresa, “todos os trabalhadores directos da central a carvão afectados pelo encerramento em 2021 serão considerados prioritários para a Endesa na cobertura destes novos postos de trabalho em Abrantes, incluindo os que continuam a trabalhar na central em trabalhos de pré-desmantelamento e que podem perder o emprego nos próximos meses”. O arranque do projecto do Pego está previsto para 2025, segundo a Endesa.


