Economia | 08-03-2023 21:00

Autarca de Azambuja defende necessidade de modernização no comércio local

Autarca de Azambuja defende necessidade de modernização no comércio local
Presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio, com Miguel Duarte (ao centro) e Jorge Pisco da Confederação das Micro Empresa. fotoDR

Presidente da Câmara de Azambuja disse durante um debate sobre o futuro do comércio em Azambuja que a falta de modernização justifica, em parte, as quebras registadas no comércio local.

O presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio, defendeu a necessidade de modernização do comércio local para que os estabelecimentos consigam competir com as grandes superfícies. “Reconheço que em função da pandemia e deste não alinhamento das pessoas em modernizarem-se o comércio local tenha tido retrações”, disse o autarca socialista que falava no debate “Que Futuro Para o Comércio Local em Azambuja” organizado pelo Coletivo Perene.
Questionado pelo moderador Miguel Duarte sobre a entrada de um quarto hipermercado no concelho de Azambuja, e para o qual a autarquia aprovou o reconhecimento de Interesse Público Municipal, Silvino Lúcio respondeu que a decisão final é um procedimento que tem que dar entrada no Ministério de Economia e Ministério da Agricultura, uma vez que o terreno é zona de reserva agrícola.
O autarca referiu ainda que não é a câmara municipal que realiza os estudos de mercado para a viabilidade da instalação de hipermercados no concelho e que para já - porque falta os ministérios pronunciarem-se sobre o projecto - “não há certezas” de que o hipermercado se vá instalar em Azambuja, próximo de um outro já existente.
Por sua vez, Jorge Pisco, da Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas, alertou que “a palavra final [para a instalação de uma grande superfície] não é do município” mas dando este luz verde os ministérios só têm que acrescentar o “carimbo”. Ainda sobre os hipermercados, o dirigente associativo considera que têm um impacto “enorme” no comércio local que, por sua vez, tem tendência a desaparecer. “É a realidade que vivemos de norte a sul do país”, salientou.
Quanto ao argumento da necessidade de modernização deixado pelo presidente da câmara, Jorge Pisco alertou para a falta de linhas de apoio disponíveis para que os comerciantes possam investir sem ficarem com a corda ao pescoço. “O PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) não tem um único apoio para micro e pequenas empresas”, assim como o Portugal 2020 e o Portugal 2030, lamentou.
Recorde-se que alguns comerciantes de Azambuja queixaram-se do impacto negativo para o negócio causado pelas obras nas principais ruas da vila para o negócio. O município assumiu recompensar os comerciantes afectados, tendo para o efeito aprovado a abertura de um procedimento para a elaboração de um projecto de Regulamento do Fundo Financeiro de Apoio ao Comércio Local, enquadrado no Plano de Acção de Regeneração Urbana de Azambuja.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal

    Edição nº 1705
    26-02-2025
    Capa Médio Tejo
    Edição nº 1705
    26-02-2025
    Capa Lezíria Tejo
    Edição nº 1705
    26-02-2025
    Capa Vale Tejo