Economia | 09-05-2023 10:00

Falta de mão-de-obra afastou restaurantes dos Sabores do Toiro Bravo em Coruche

Falta de mão-de-obra afastou restaurantes dos Sabores do Toiro Bravo em Coruche
O presidente da Câmara de Coruche, Francisco Oliveira, na inauguração da 19ª edição dos Sabores do Toiro Bravo com o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel

Presidente da Câmara de Coruche demonstrou preocupação por não haver pessoas para trabalhar na restauração durante os quatro dias do evento, que terminou a 1 de Maio.

Francisco Oliveira considera que um território, para ser desenvolvido e competitivo, tem que ter gente para trabalhar nas diversas áreas. O autarca falou ainda, durante a inauguração do evento, da preferência pela localização do novo aeroporto em Benavente, da necessidade de mais alojamento e de acessibilidades que desviem o trânsito pesado do centro de Coruche.

Houve restaurantes do concelho de Coruche que não puderam participar na 19ª edição dos Sabores do Toiro Bravo por não terem mão-de-obra para trabalhar na restauração durante os quatro dias do evento. A informação foi deixada pelo presidente da Câmara de Coruche, Francisco Oliveira, durante a inauguração do certame que decorreu ao final da tarde de sexta-feira, 28 de Abril. “Contactamos mais de 20 restaurantes para estarem presentes, para compormos mais o certame, mas os responsáveis da restauração disseram todos ‘senhor presidente, não conseguimos, não temos pessoal para trabalhar’. Esta é uma grande preocupação porque um território para ser desenvolvido e competitivo tem que ter pessoas para trabalhar em diversas áreas”, afirmou Francisco Oliveira.
Para o autarca esta é uma preocupação que, na sua opinião, pode fazer perigar as competências, capacidade e valor de que um concelho necessita para poder crescer e desenvolver-se. Francisco Oliveira referiu que este certame, que já se realiza há 19 anos, tem a particularidade de se associar a um produto local, a carne de toiro bravo, e que é uma forma de dinamizar a economia local e levar mais visitantes ao concelho.
O presidente da Câmara de Coruche aproveitou a presença do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel, para abordar alguns assuntos importantes para o concelho, e para a região, e que têm demorado “muito tempo” a serem resolvidos. Francisco Oliveira falou da travessia sobre o vale do Sorraia e das várias pontes que sofrem diversos constrangimentos por ali passarem diariamente centenas de camiões que afectam o trânsito urbano da vila. “Um território competitivo tem que ter boas acessibilidades. Continuamos a lutar pelo projecto de desenvolvimento do IC10 e do IC13 de modo a que o trânsito de pesados deixe de percorrer o centro da vila de Coruche, mas tem sido difícil resolver este problema”, lamenta.

“Novo aeroporto faz muita falta faz ao país e à região”
Francisco Oliveira reforçou ainda a aposta que está a ser feita nas áreas do alojamento e hotelaria. O município está a trabalhar para ser um território de acolhimento e permanência de pessoas durante vários dias. O autarca não escondeu também a sua preferência pela localização do novo aeroporto no designado campo de tiro de Alcochete, em boa parte localizado no vizinho concelho de Benavente, por ser o que melhor serve o seu concelho. “Coruche tem mais proximidade a Alcochete do que a Santarém. Felizmente, temos tido boas notícias e o Campo de Tiro de Alcochete, que fica no concelho de Benavente, continua na corrida. O novo aeroporto é um projecto ambicioso que muita falta faz ao país e à região e se for em Alcochete vai beneficiar muito esta região”, sublinhou.
O autarca reforçou que os Sabores do Toiro Bravo, que terminou a 1 de Maio, é uma mais-valia para a restauração e uma alavanca financeira para os empresários recuperarem a sua actividade económica depois da pandemia. Também o espaço de artesanato valoriza os artesãos do concelho assim como os produtos locais.
O secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território considera estes certames da “máxima importância” para os territórios uma vez que juntam pessoas e negócios. “Este certame é conhecido por divulgar um produto local que identifica este território e isso é muito importante valorizar. Coruche soube transformar a carne de toiro bravo numa bandeira que traz mais gente à economia local”, frisou. Carlos Miguel acrescentou que estes certames são também um encontro de amigos e conhecidos e que só por isso vale a pena continuar a apostar em eventos como este.

Falta de transportes públicos e mão-de-obra afastam empresas de Coruche

Quem procura Coruche para investir debate-se com a falta de trabalhadores. A fraca resposta da rede de transportes públicos também contribui para que as empresas desistam de se fixar no município.

A falta de mão-de-obra e a rede deficitária de transportes públicos no município de Coruche inviabiliza a instalação de novas empresas. Quem o garante é o presidente do município, Francisco Oliveira que diz que as empresas quando procuram o município para se fixar questionam se existem pessoas para trabalhar. “Não perguntam qual é o valor da derrama, qual o valor do imposto municipal sobre imóveis nem o preço dos terrenos. Falam com o Instituto de Emprego e Formação Profissional e querem saber se têm mão de obra”, disse.
Recentemente uma empresa que produz comida vegetariana congelada acabou por preferir o concelho de Santa Maria da Feira a Coruche. A empresa pretendia criar 600 postos de trabalho e em Coruche, segundo a vereadora Susana Cruz, nem dez pessoas tinham para laborar.

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