Economia | 15-06-2023 15:00

Atribuladas obras de saneamento no concelho de Alcanena perto do fim

Os prazos para construção da rede de saneamento básico nas aldeias de Covão Coelho, Vale Alto e Carvalheiro, no concelho de Alcanena, foram sendo sucessivamente ultrapassados e a Câmara de Alcanena teve mesmo de mudar de empreiteiro.

Depois de vários problemas e atrasos nas empreitadas de saneamento básico em Covão do Coelho, Vale Alto e Carvalheiro, a conclusão das obras está prevista para final de Junho. A garantia foi dada pelo vereador da Câmara de Alcanena, Nuno Dias. Estas empreitadas ultrapassaram todos os prazos previstos e têm sido objecto de queixas por parte das populações. Recorde-se que, há cerca de um ano, o executivo municipal aprovou, por unanimidade, a abertura de um novo concurso para conclusão das obras das redes de saneamento de águas residuais de Covão do Coelho e Vale Alto, ambas na freguesia de Minde, e em Carvalheiro, freguesia de Louriceira.
As empreitadas, que foram inicialmente entregues à empresa TOELTA, tiveram sucessivos incumprimentos de prazos para conclusão dos trabalhos, por isso o município multou a empresa e revogou o contrato. A Câmara de Alcanena abriu um novo concurso público depois de ter multado o empreiteiro e, após levantamento por parte dos técnicos municipais, chegou-se à conclusão que ainda faltava fazer cerca de 600 mil euros de obra. A Câmara de Alcanena decidiu rescindir o contrato com a empresa responsável pela empreitada em Vale Alto e Covão do Coelho no anterior mandato, presidido pela socialista Fernanda Asseiceira.
As sanções aplicadas pelo anterior executivo à empresa a quem tinha sido adjudicada a empreitada, a TOELTA – Gestão de Investimentos e Concessões, atingiram o valor máximo estabelecido de 413.712 euros, o que levou o actual executivo a deliberar a rescisão do contrato com a empresa. Em sessão camarária, de Dezembro de 2021, foi referido que não existia qualquer contacto com a empresa naquela altura e que o empreiteiro se encontrava “em parte incerta”.
Recorde-se que a obra arrancou no início de 2019 com um prazo de execução de 365 dias mas foi apresentando vários problemas e as prorrogações dos prazos foram sendo sucessivamente ultrapassadas. As justificações do empreiteiro para os atrasos na obra, numa primeira fase, apontaram para problemas de sustentabilidade da empresa e depois situações causadas pela pandemia de Covid-19.

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