Economia | 09-09-2023 07:00

Festival da Sopa da Pedra merece ser produto turístico e pode ir ao estrangeiro

Festival da Sopa da Pedra merece ser produto turístico e pode ir ao estrangeiro
Pedro Ribeiro defende que o crescimento do festival demonstra a dinâmica do concelho

O certame que tem o nome da especialidade gastronómica mais famosa de Almeirim, a sopa da pedra, mas que também é um espaço de promoção dos produtos e tradições do concelho, está num ponto em que pode integrar uma programação turística a nível nacional e internacional. Na inauguração da nona edição ficou a ideia de levar o festival a um país estrangeiro.

O presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo defende que iniciativas como o Festival da Sopa da Pedra em Almeirim devem ser promovidos numa lógica nacional e internacional, porque constituem bons atractivos para captar turistas. José Manuel Santos, que intervinha na inauguração do certame, salientou que este e outros eventos das regiões abrangidas pela entidade de turismo possam integrar anualmente programas turísticos. Para o dirigente, o festival representa um “excelente cartaz turístico, que projecta a imagem de Almeirim e do Ribatejo”.
O festival é o herdeiro da iniciativa “Pão, Vinho e Companhia”, que decorria no parque da zona norte. Há nove anos o certame mudou-se para o Parque das Tílias junto à praça de toiros, adoptando o nome da especialidade gastronómica mais famoso da cidade e que foi certificada no ano passado. O presidente da câmara recorda que na altura da mudança a preocupação era o festival estar num espaço muito grande. Actualmente, salienta Pedro Ribeiro, “a preocupação já começa a ser o espaço estar a ficar pequeno”, salientando que o certame é também o local de celebração das caralhotas, do melão e dos vinhos.
O crescimento do festival demonstra a dinâmica do concelho, que já tinha sido enaltecida por José Manuel Santos, dizendo que quando está na cidade fica “siderado com a força de Almeirim”. O responsável pelo turismo na região diz que há uma certa criatividade e liberdade no festival. A isso junta-se a tradição que tem futuro, realça o presidente da câmara, com a certificação da Sopa da Pedra e no futuro com a do melão e do pão típico chamado caralhotas, que estão nas instâncias europeias. Pedro Ribeiro anunciou ainda que no próximo ano a Confraria Gastronómica de Almeirim, organizadora do festival, terá uma nova sede para assim também ter mais capacidade para desenvolver a sua actividade.
Para o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Francisco André, amigo do presidente da câmara, “a sopa da pedra é um produto cada vez mais exemplar”, salientando que em termos gastronómicos Almeirim é um sítio de paragem obrigatório. O governante, que esteve na inauguração, diz que o festival é um elogio à agricultura e enaltece os produtos da terra e alia a actividade económica à gastronomia que é um grande activo do país. Franscisco André, sublinhando que a sopa da pedra e o festival são uma mais-valia que deve ser aproveitada turisticamente, sugeriu que se leve uma parte do festival para um país estrangeiro onde exista uma forte diáspora portuguesa, disponibilizando-se para ajudar.

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