Economia | 17-03-2024

Mercado de Torres Novas vai definhando enquanto espera pelas prometidas obras

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Mercado de Torres Novas vai definhando enquanto espera pelas prometidas obras

Vendedores e clientes querem um mercado mais moderno, apelativo e com melhores condições, nomeadamente ao nível do estacionamento e organização das bancas. O município de Torres Novas diz que está a desenvolver um projecto mas a obra, de milhões, vai ter de esperar por fundos comunitários.

Os anos vão passando e as promessas de que vai haver melhorias nas condições do Mercado Municipal de Torres Novas vão transitando com eles para desânimo daqueles que fazem do espaço o seu local de trabalho. Mas também para descontentamento dos que o utilizam como local para fazer as compras do dia ou do mês. Pede-se uma nova pintura, estacionamento condigno, mais limpeza e melhor organização na infraestrutura que já perdeu o movimento de outros tempos, daqueles em que não havia uma banca vazia de produtos e vendedores nem outra a definhar por falta de clientes.
Isabel Pereira, responsável por uma banca onde se distinguem diferentes tonalidades de tangerinas colhidas pelas suas próprias mãos e uma grande variedade de hortaliças, não se inibe de dizer o que pensa: “Este mercado havia de ser pintado; o estacionamento não chega para os carros ao sábado e à terça-feira, que são os dias mais fortes. Depois chegamos ali ao estacionamento do Almonda Parque e vemos lá carros há meses no mesmo lugar”. A vendedora, que seguiu as pisadas do negócio da mãe, tem ouvido muitas promessas de melhoria das condições mas lamenta ainda não as ter visto em prática. “Ainda na terça-feira esteve aqui o presidente da câmara e estava a dizer que tem andando a ver se arranja como pintar isto. Já andam há um ano e tal a dizer que vão arranjar e nada”, queixa-se.
Entre os clientes que ao final da manhã vão ajudando ao negócio há quem realce a importância da modernização para atrair mais e novos consumidores. Para Cecília Gama, frequentadora assídua do Mercado de Torres Novas, seria fundamental o arranjo e modernização das casas-de-banho, assim como existir oferta de estacionamento em melhores condições. “Está péssimo, cheio de buracos. E depois temos os arrumadores que pelo menos a mim me intimidam”, diz.
As opiniões tendem praticamente para os mesmos pontos com o estacionamento e a necessidade de tornar o espaço visualmente mais apelativo a figurarem no topo da lista. Depois há outros pormenores, como o da limpeza do espaço: “Este mercado tem falta de higiene do lado de fora das bancas e de pintura também, precisa de cor. As pessoas entram, olham, e não é apelativo. Mesmo nós, vendedores, quando entramos não temos ânimo. Estamos fartos de pedir ajuda para fazerem qualquer coisa mas não fazem nada. Já quis colocar uma nova vitrine na minha banca, para a tornar mais apelativa, e disseram-me para não o fazer porque iam arranjar o mercado. Já passou um ano e nada se fez”, refere Filipa Simões, de 31 anos, responsável por uma das bancas de padaria e pastelaria. Além disso, se virmos o edifício pelo lado de fora - o da estrada - não há informação a dizer que é ali o mercado municipal, realça. “As portas de entrada são de lado, não faz sentido... Devia ser um mercado aberto ao exterior, para que quem passa possa identificar”, reforça.
A opinião de Luís Cavalheiro, icónico vendedor de queijos e enchidos, vai no mesmo sentido: o mercado precisa de se abrir mais à população e aquele sistema de portas não ajuda. Mas o que mais incomoda este vendedor que à medida que fala vai servindo meia dúzia de queijos-frescos a José Nunes, um dos seus clientes habituais, é a falta de organização. “Dantes as bancas estavam organizadas agora não... Temos bancas de queijos ao lado de bancas de bacalhau, isso não faz sentido nenhum. O mercado precisa de estar estruturado, também ajuda a vender”, refere, lamentando que com o passar dos anos esta infraestrutura esteja “a decair um bocado bom”.

Autarca diz que projecto está a ser finalizado
O mercado municipal tem sido assunto de debate entre eleitos locais, tal como aconteceu na última Assembleia Municipal de Torres Novas, realizada a 26 de Fevereiro, com o eleito do Bloco de Esquerda (BE), Roberto Barata, a referir que a falta de condições naquela infraestrutura tem vindo a agudizar-se. “Há cada vez menos vendedores e compradores e as condições continuam a deteriorar-se”, disse, lembrando que o BE chegou a propor isenções aos vendedores que nem têm acesso às condições mínimas, mas que essa proposta foi reprovada.
Por sua vez, o presidente do município, Pedro Ferreira (PS) afirmou que está a ser finalizado o projecto para a requalificação do mercado municipal e que tem esperança que a empreitada possa começar ainda este ano. Isto se o município conseguir, “através do investimento territorial integrado” ou de outro programa, um “apoio substancial” em termos de fundos comunitários. Até porque, explicou, se está a falar de uma obra que irá custar milhões de euros.

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