Economia | 01-04-2024 07:00

Festival Gastronómico do Tordo em Monsanto é único a nível nacional

Festival Gastronómico do Tordo em Monsanto é único a nível nacional
7ª edição do Festival Gastronómico do Tordo resulta de uma parceria entre o Clube Amador de Caça e Pesca de Monsanto, Comissão de Festas e Junta de Freguesia de Monsanto, concelho de Alcanena

A Junta de Freguesia de Monsanto, concelho de Alcanena, em parceria com o Clube Amador de Caça e Pesca de Monsanto e a Comissão de Festas, organizou mais uma edição do Festival Gastronómico do Tordo. O MIRANTE falou com Vasco Martins, presidente da associação, que não esconde a vontade de voltar a trazer as pessoas para o associativismo na freguesia.

O Festival Gastronómico do Tordo, em Monsanto, concelho de Alcanena, é uma referência pela divulgação que faz dos produtos locais da freguesia, tornando-o um festival ímpar a nível nacional. Monsanto está registada como freguesia Capital do Tordo desde 16 de Janeiro de 2019, no INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial, e a iniciativa foi o ponto de partida para reunirmos com Vasco Martins, presidente do Clube Amador de Caça e Pesca de Monsanto, associação que faz parte da organização, em parceria com a Junta de Freguesia de Monsanto e a Comissão de Festas.
O Festival do Tordo, que decorreu a 16 e 17 de Março, no Mercado de Monsanto, contou com a presença de mais de meio milhar de pessoas. Além de carne de javali e veado, foram servidos mais de 1.200 tordos durante todo o evento. O festival, segundo o presidente da associação, começou como forma de juntar os vários caçadores da região na freguesia que, segundo explica Vasco Martins, “é uma zona extraordinária para a caça de tordos”. Para o presidente da associação o Festival valoriza o turismo e as características da região.
A preparação começa com a caça no início de Fevereiro sendo que são oferecidos vários tordos ao clube para a realização do almoço. Dois dias antes de cada evento cerca de uma dúzia de pessoas, entre elementos da junta e do clube, começam a preparar o espaço e toda a logística. Durante o festival são cerca de 30 elementos que se voluntariam para ajudar. Este ano as receitas do evento revertem para o Clube Amador de Caça e Pesca de Monsanto servindo para reparar o telhado da sede. “O telhado da nossa sede está danificado e chove lá dentro como se estivéssemos na rua. Em dias chuvosos somos obrigados a recorrer a outros locais para nos reunirmos e, muitas vezes, temos de pedir espaços emprestados. Não faz sentido uma vez que o espaço pertence ao clube e vai ser uma grande ajuda para resolver essa situação”, afirma Vasco Martins.

Ultrapassar as dificuldades
Várias dificuldades, principalmente nos processos de renovação da concessão da zona de caça, foi o cenário que Vasco Martins encontrou no Clube Amador de Caça e Pesca de Monsanto quando assumiu a presidência há nove meses. O clube esteve suspenso durante toda a época e apenas conseguiu voltar a caçar no início de 2024. Vasco Martins explica que o facto de o clube estar integrado no Parque Natura da Serra de Aire e Candeeiros traz vantagens, mas também algumas limitações. “É um processo muito burocrático porque é uma zona com milhares de hectares e milhares de proprietários. É necessário identificar as pessoas e entrar em contacto para que possamos cumprir a lei e a autorização de gerir a área como um terreno ordenado”, explica.
Actualmente com 63 anos, Vasco Martins cresceu entre Lisboa e Monsanto. Logo após a fundação da associação tornou-se sócio, mas entretanto deixou o clube quando se afastou da terra. Após a reforma voltou a Monsanto e ao clube tornando-se presidente em 2023. O principal foco da direcção é resolver o processo de concessão para regressar à competição de caça na próxima época e só depois admitem pensar em projectos futuros. O regresso da pesca ao clube é uma das ambições apesar das actividades pensadas serem numa vertente lúdica e de convívio e não para competição.

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