Economia | 18-05-2024 15:00

Quinta-feira da Ascensão é o dia mais importante do ano no concelho da Chamusca

Quinta-feira da Ascensão é o dia mais importante do ano no concelho da Chamusca
Entrada de toiros em Quinta-feira de Ascensão juntou milhares de pessoas nas ruas da vila

A festa da Ascensão na Chamusca, que este ano decorreu de 4 a 12 de Maio, voltou a ter como ponto alto a apanha da espiga e a entrada de toiros. Uma multidão de entusiastas e curiosos aplaudiram a cavalgada dos toiros e cavalos durante os cinco minutos de euforia num percurso que só acabou dentro da praça de toiros.

A Quinta-feira de Ascensão é o dia mais importante do concelho da Chamusca e, como manda a tradição, começou com a apanha da espiga, uma iniciativa promovida pela União das Freguesias da Chamusca e Pinheiro Grande que juntou mais de uma centena de participantes, muitos deles jovens. Por volta das oito da manhã, concentraram-se no recinto da festa, seguindo em romaria para os campos da Chamusca, montados em charretes, de tractor ou de bicicleta.
Algumas horas depois, a rua principal da Chamusca, a Rua Direita de São Pedro, começou a encher-se de gente para assistir ao momento mais aguardado do ano e da Semana da Ascensão. A entrada de toiros deste ano durou cerca de cinco minutos, não teve incidentes dignos de registo, embora, como quase sempre, tenha começado com uma hora de atraso, por volta das 13h00.
Junto à Igreja da Misericórdia, Ana Freitas era uma das pessoas mais concorridas, uma vez que montou uma banca de venda de t-shirts e chapéus personalizados com o tema da Ascensão. O valor das vendas vai reverter para um sonho além-fronteiras, que é o de levar os alunos do segundo ano à Disney em Paris. Ana Freitas não esconde o quanto a Quinta-feira de Ascensão significa para si: “sempre vim, desde criança, à Festa da Ascensão. O que mais gosto é o convívio, é ver gente nova na nossa terra que é tão bonita, mostrar a nossa gastronomia e património e sobretudo rever amigos que já não vemos há muito tempo”, refere.
Enquanto se esperava, O MIRANTE aproveitou para falar com quem vive a festa desde sempre, como Miguel Garriapa, de 42 anos. “A melhor parte da Ascensão são estes cinco minutos e assim que acabam voltamos a esperar ansiosamente durante um ano pelo seu regresso”, afirmou com entusiasmo. Também há quem venha de fora do concelho, embora não de muito longe, como Elmano Pereira, 47 anos, que é da Tapada, no concelho de Almeirim, e assiste à entrada de toiros há mais de duas décadas. De mais longe, Renato Simões, de 27 anos, veio de Abiul, em Pombal. “Já venho há alguns anos à Ascensão. O que me traz aqui é a cultura, a afición, a amizade e as tradições. Acho que as pessoas deviam dar mais importância à cultura tauromáquica, porque faz parte da cultura portuguesa”, sublinhou. Quem também não mediu esforços para estar presente na festa foi Ruben Freitas, de 32 anos, residente em Castelo Branco: “vim pela primeira vez à festa da Ascensão há 10 anos, hoje já venho com a minha esposa e o meu filho. É uma festa muito bonita, com muita tradição”, disse.

Apanha da espiga continua a fazer-se nos campos da Chamusca. fotoDR
Festa é ponto de encontro para amigos e famílias

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