Economia | 19-05-2024 21:00

Fátima com muita gente mas comerciantes queixam-se do negócio

Fátima com muita gente mas comerciantes queixam-se do negócio
Comerciantes de artigos religiosos de Fátima dizem que o negócio foi fraco

Comerciantes com lojas junto ao Santuário de Fátima afirmam que se não fossem os peregrinos estrangeiros que o negócio das comemorações do 13 de Maio tinha corrido ainda pior.

O Santuário de Fátima registou a presença de milhares de peregrinos para as cerimónias de 12 e 13 de Maio, mas os comerciantes de artigos religiosos não esconderam o desalento pelo baixo número de vendas. Júlia Almeida, com uma loja de artigos religiosos no lado Norte do santuário, lamentou o facto de haver “muita gente, mas poucas compras”. “E mesmo os que compram, vão ao mais baratinho, coisas pequenas. Os terços ainda continuam a vender-se, mas os mais baratos”, afirmou a lojista.
A poucos metros, noutra loja que já funciona “há mais de 40 anos”, desde o tempo dos seus pais, Manuel Silva não mostra uma disposição diferente. “Eu noto que, comparativamente a outros anos, até tem passado por aqui [praceta de lojas no lado Norte do santuário] menos gente, e quanto a vendas, então nem se fala”, lamenta à Lusa, admitindo que “o que ainda se vai vendendo são os terços e as imagens”.
Já na rua Cónego Manuel Nunes Formigão, no complexo Lojas de Fátima, uma das funcionárias, pedindo o anonimato, diz que o ambiente “este ano está diferente, para pior”, no que a negócios diz respeito. “Tem vindo muita gente, mas os portugueses não têm poder de compra. O que nos safa são os peregrinos da América Latina, da Espanha e da Coreia do Sul”, afirma, dando nota que os sul-coreanos, “mais que artigos religiosos, compram artigos regionais portugueses” e, entre estes, o destaque vai para os galos de Barcelos. Quanto aos portugueses, “quando compram, vão para artigos pequeninos, como terços, medalhas ou pagelas com orações”.
A mesma opinião manifesta Palmira Teixeira, da loja A Azinheira, na avenida D. José Alves Correia da Silva, para quem, “mesmo com hotéis lotados, as vendas de artigos religiosas estão péssimas”. “Há menos dinheiro e as pessoas vão ao essencial”, diz. E o essencial, para muitos peregrinos, é visitar alguns dos locais emblemáticos do Santuário, como as basílicas da Santíssima Trindade e de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, onde estão sepultados os pastorinhos Jacinta, Francisco e Lúcia, a Capelinha das Aparições e o Convivium de Santo Agostinho, onde está patente a exposição Rosarium: Alegria e Luz, Dor e Glória – o Rosário como caminho para a Paz.

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