Economia | 24-05-2024 07:00

Festival do Arroz Carolino bate recorde de assistência em noite de Xutos e Pontapés

Festival do Arroz Carolino bate recorde de assistência em noite de Xutos e Pontapés
Na inauguração o presidente do município de Benavente, Carlos Coutinho, voltou a referir que o arroz é um produto importante para a economia local

O Festival do Arroz Carolino tem a particularidade de ser idealizado e executado graças ao trabalho e empenho dos funcionários da Câmara de Benavente. O evento decorreu de 17 a 19 de Maio, em Samora Correia, mas começou a ser preparado muito antes. A edição deste ano teve no dia 18 de Maio 47 mil visitantes.

O Festival do Arroz Carolino das Lezírias Ribatejanas não é um evento qualquer. A edição deste ano teve, só no sábado, dia 18 de Maio, 47 mil visitantes. Nessa mesma noite cerca de 23 mil pessoas assistiram ao concerto dos Xutos e Pontapés. Um concerto que fica na memória do público tendo em conta a passagem de um meteorito que iluminou o céu por instantes enquanto os Xutos e Pontapés tocavam o tema “O Mundo ao Contrário”.
A Caminhada do Arroz, que decorreu na manhã de domingo, 19 de Maio, bateu um recorde de participação com 3 mil aderentes. “Sempre a acreditar. Sempre a crescer e a tentar melhorar. Consolidamos este evento que nos representa e queremos que agrade a todos”, afirmou a Câmara Municipal de Benavente.
Ao contrário de outros certames, em que as autarquias contratam empresas, em Benavente o festival faz-se com a prata da casa, ou seja, é tudo idealizado e preparado pelos funcionários do município. Este ano, a sexta edição do festival decorreu na zona ribeirinha de Samora Correia, de 17 a 19 de Maio. Semanas antes, os terrenos junto ao rio tiveram de ser preparados. Pedro Rego, funcionário da Câmara de Benavente, foi um dos operacionais que andou a manobrar tractores, máquinas giratórias e multifunções para garantir que o espaço estava adequado ao evento.
Duas semanas antes do festival, já António Neiva, electricista na câmara há 35 anos, andava a passar cabos, preparar valas, montar armários, projectores e postes. Durante os três dias do festival esteve sempre presente um piquete com dois electricistas. Habituado a estar de serviço em eventos, diz que retira uma satisfação pessoal quando terminam e tudo correu bem. O saneamento é outra das áreas que é garantida pela autarquia e Vítor Cardoso é um dos responsáveis pela instalação e manutenção dos equipamentos. O pessoal é muito experiente, afiança, e não costumam acontecer problemas. Ainda assim, durante as iniciativas, estão sempre dois trabalhadores de prevenção.

“Nenhum de nós tem formação em gestão de eventos”
O planeamento do Festival do Arroz Carolino é todo feito pelo Departamento de Turismo do município, onde trabalha Carina Diogo. O importante é valorizar o arroz carolino ao mesmo tempo que se divulga o território. “Nenhum de nós tem formação em gestão de eventos e por isso é um orgulho pormos de pé o que aqui está. O que arrepia é passar do papel à concretização e isso é valorizado porque temos o factor humano”, declara ao nosso jornal.
No mesmo departamento, Sandra Figueiras trata de todo o grafismo do festival e comunicação do evento. Orgulhosa, faz questão de salientar que, ao contrário de outros grandes eventos em que é seguido o modelo “chave na mão”, em Benavente é tudo organizado localmente. “Fazemos tudo desde a preparação do terreno. Ganhamos um carinho muito grande por este evento. É muito emocionante para nós”, afirma.
O evento tem uma forte componente gastronómica e por isso a nutricionista Rute Espanhol tem de garantir o controlo alimentar, segurança e higiene. Todas as entidades que participam, como as colectividades, têm formação antecipada em boas práticas de higiene. Durante o evento são preenchidos registos de temperaturas, refrigeração e higienização e são recolhidas amostras do que é confeccionado.

Arroz carolino é importante para a economia local
Na inauguração do Festival do Arroz Carolino, o presidente do município de Benavente, Carlos Coutinho, voltou a referir que o arroz se assume como um produto diferenciador, produzido no concelho e por isso importante para a economia local. Em relação ao terreno onde se realizou, na zona ribeirinha de Samora Correia, disse ser um espaço para o presente e para o futuro. Quanto às criticas ao festival o autarca não deixou de responder. “Àqueles que dizem que gastamos muito dinheiro com o evento quero dizer que fomos eleitos com o voto das populações e fomos a sufrágio com um programa onde constava este festival. Estamos a cumprir com a nossa população e este é o modelo que queremos prosseguir”, reiterou.
A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo apoiou este evento desde a sua primeira edição. Presente na inauguração, o vice-presidente desse organismo, Pedro Beato, disse tratar-se de um caso de sucesso e “um evento que atrai, convence e motiva”. Pedro Beato, com raízes ribatejanas, avançou que nas redes sociais o certame alcançou mais de 120 mil pessoas, sobretudo de Lisboa, Leiria e Setúbal, o que significa que “quem está à volta está bem atento e vem a Samora Correia”.

Festival do Arroz Carolino é possível graças ao empenho dos trabalhadores da Câmara de Benavente

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