Economia | 31-03-2025 07:00

Abrantes quer continuar a valorizar as artes e ofícios da região ribatejana

Abrantes quer continuar a valorizar as artes e ofícios da região ribatejana
Sessão de abertura contou com a presença de Manuel Valamatos, Paulo Marques e Rita Jerónimo

Conferência Artes e Ofícios do Ribatejo Interior teve como objectivo principal promover e valorizar as artes e ofícios tradicionais. Sessão de abertura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Abrantes e representante da direcção da TAGUS, Manuel Valamatos, que sublinhou a importância do artesanato na a região.

A terceira Conferência AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo Interior decorreu na quarta-feira, dia 19 de Março, no Pego, concelho de Abrantes. Organizada pela TAGUS, juntamente com os municípios de Abrantes, Constância e Sardoal, a conferência teve como objectivo principal promover e valorizar as artes e ofícios tradicionais do Ribatejo Interior. Subordinada a temas como a capacitação e o turismo, a iniciativa, que decorreu no Dia Mundial do Artesão, teve lugar na sede do Rancho Folclórico da Casa do Povo do Pego. A sessão de abertura contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Abrantes e representante da direcção da TAGUS, Manuel Valamatos, bem como da representante da Direcção Geral das Artes, Rita Jerónimo, e do representante do CEARTE, Paulo Marques.
Manuel Valamatos reforçou que o objectivo da conferência passou por promover e valorizar as artes e ofícios tradicionais que representam as vivências e o saber fazer ancestral do Ribatejo e das suas gentes, tornando-as mais atractivas para as novas gerações. O autarca referiu que o artesanato está bem representado em Abrantes, através dos produtores típicos da “Aldeia das Casas Baixas”, assim como a gastronomia, promovida no Pego pela Confraria do Bucho e Tripas: “são pilares da identidade abrantina”, sublinhou. O presidente da Câmara de Abrantes defendeu ainda que não basta conservar a memória na preservação dos ofícios e das técnicas ancestrais, sendo também necessário garantir que os “mestres fazedores” sejam reconhecidos como um dos mais valiosos activos do turismo na região.
Manuel Valamatos recordou que o projecto AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo Interior, desenvolvido pela TAGUS, com o apoio do Centro2020, do Portugal2020 e apoiado pelo FEDER, foi finalista do Prémio Nacional de Artesanato 2023, na categoria Prémio Promoção Para Entidades Privadas, revelando que recentemente foi submetida uma nova candidatura que será “decisiva para promover e para fortalecer e projectar ainda mais o sector”.
A conferência foi composta por três sessões divididas entre a manhã e a tarde. A primeira sessão, “Mãos à Arte”, contou com a intervenção da Spira – Revitalização Patrimonial, uma empresa especializada em projectos de revitalização patrimonial com uma experiência de mais de 20 anos no sector. Também o FolkArt – União de Arte Popular e Artesanato da Estónia fez parte da primeira sessão, assim como a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, que através da sua Escola de Artes e Ofícios, apresentou as suas oficinas e o Mercado de Ofícios no Bairro Alto. Na segunda sessão, “Caminhos das Artes”, a TAGUS apresentou a rota turística das Artes e Ofícios do Ribatejo Interior, o município do Fundão deu a conhecer o projecto Casas e Lugares do Sentir, e o município de Caldas da Rainha falou sobre a Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica no Oeste. A última sessão contou com a participação da comunicadora e escritora Fátima Lopes, que partilhou o seu testemunho sobre o caminho do artesanato português. Foi ainda exibido o documentário “Tradições de um Povo” e apresentado o livro “O que é o comer? Sabores e Saberes da Cozinha Pegacha”, pela Confraria do Bucho e Tripas.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal

    Edição nº 1710
    02-04-2025
    Capa Médio Tejo
    Edição nº 1710
    02-04-2025
    Capa Lezíria Tejo
    Edição nº 1710
    02-04-2025
    Capa Vale Tejo