Economia | 03-04-2025 21:00

Agricultores do Ribatejo Norte sem prejuízos e satisfeitos com caudais elevados no Tejo

Agricultores do Ribatejo Norte sem prejuízos e satisfeitos com caudais elevados no Tejo

Único constrangimento é o atraso no início das culturas de primavera, caso de ervilha, batata e milho, devido aos terrenos estarem ainda muito alagados e não ser possível entrar com máquinas.

As chuvas recentes e os caudais elevados no rio Tejo não causaram prejuízos no Médio Tejo, mas foram benéficas para os terrenos e pastagens no Ribatejo Norte, repondo os níveis freáticos. “Na nossa região, desde Abrantes e Constância, foi mais uma ‘tejada’ do que uma cheia porque o rio não saiu muito do seu caudal máximo, o que permitiu uma limpeza dos terrenos, e não tivemos aqui grandes prejuízos”, disse à Lusa o presidente da Associação de Agricultores dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação, sublinhando ainda a importância da reposição dos níveis freáticos. Para Luís Damas, os benefícios superam claramente os constrangimentos, sendo a água muito importante para o campo, para a produtividade da agricultura e para recarregar os aquíferos, indicou.

O responsável da associação, que representa cerca de 300 agricultores, disse ainda que o único senão será um ligeiro atraso no início das culturas de primavera, caso de ervilha, batata e milho, devido aos terrenos estarem ainda muito alagados e não ser possível entrar com máquinas. “Vem atrasar o início de algumas culturas e sementeiras de primavera, porque não se conseguiu ainda entrar na terra devido ao excesso de humidade, mas de resto foi um ano normal do caudal do rio aqui na nossa região. Mais para baixo, na zona da Lezíria, onde o Tejo espraia mais, houve alguns problemas, mas aqui não houve nada a assinalar”, declarou, defendendo a necessidade de se manter um “nível mínimo aceitável” na água do Tejo que corre em Portugal ao longo do ano e “não estar dependente” da que Espanha liberta. Em causa, afirmou, estão cerca de mil hectares de terrenos férteis nas margens ribeirinhas dos concelhos de Abrantes e de Constância, onde as "oscilações dos caudais" afectam a produção de milho, trigo e girassol, e as culturas permanentes, como o olival, macieiras e amendoeiras.

“É importante que se avance com a barragem no Ocreza” - um afluente do rio Tejo - “para termos aqui uma reserva de água para quando ela falta, essencialmente no verão, para nos defendermos dos períodos de seca e das alterações climáticas”, vincou.

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