Economia | 03-01-2026 10:00

Factura da água vai sofrer aumento médio de um a dois euros por mês no Entroncamento

Factura da água vai sofrer aumento médio de um a dois euros por mês no Entroncamento

Proposta foi aprovada por unanimidade na câmara municipal e prevê um aumento global de 7% na facturação da água, mantendo o tarifário social e apoios às famílias numerosas.

Na reunião de câmara do Entroncamento, realizada a 16 de Dezembro, o executivo aprovou por unanimidade a proposta de tarifários para 2026 dos serviços de abastecimento de água, saneamento de águas residuais e resíduos urbanos. O presidente da câmara, Nelson Cunha, explicou que os ajustamentos agora propostos implicam um aumento global da facturação da água na ordem dos 7%, o que se traduz, para um consumidor doméstico médio, num impacto estimado entre um a dois euros por mês.
Segundo o autarca, trata-se de uma actualização dos pressupostos económicos e financeiros do sistema, alinhada com os valores reportados e orientados pela ERSAR, sublinhando que o município tem uma margem de intervenção reduzida nesta matéria. Relativamente aos resíduos urbanos, Nelson Cunha destacou também que a autarquia está a estudar soluções para melhorar significativamente a recolha, com o objectivo de garantir uma cidade mais limpa e cuidada. Essas medidas poderão implicar um aumento relevante dos custos do serviço, estimado em cerca de 50%, considerando o presidente ser uma área onde é urgente intervir. A proposta mantém a estrutura tarifária em vigor e preserva os mecanismos de protecção social, como o tarifário social e os apoios às famílias numerosas.
O vereador do PS, Ricardo Antunes, salientou a importância da sensibilização dos munícipes para a separação de resíduos, alertando que muitos consumidores não associam a alteração de comportamentos ao impacto na factura da água. Referiu ainda que a gestão de resíduos é uma área complexa, onde as opções políticas são limitadas, tendo de se ter sobretudo uma gestão rigorosa para evitar o agravamento dos encargos para os munícipes. Já o vereador do PSD, Rui Madeira, considerou que a proposta é tecnicamente consistente e cumpre os regulamentos, mas apontou algumas fragilidades, nomeadamente um défice estrutural no saneamento, com um resultado negativo estimado em cerca de 25 mil euros, assim como um aumento expressivo dos custos com resíduos urbanos. Alertou também para a forte dependência do município de serviços externos, como a RSTJ, e para o facto de a tarifa doméstica de água se situar acima da média nacional. Apesar das reservas levantadas, a proposta foi aprovada por unanimidade, ficando a sua aplicação condicionada à emissão de parecer favorável da ERSAR, que deverá ser recebido até ao final do ano.

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