Projecto de 600 milhões para antigo complexo do Pego aguarda decisão ambiental
A Endesa anunciou o plano de formação para 2026 da Escola Rural de Energia Sustentável, em Abrantes, no âmbito do projecto de investimento de cerca de 600 milhões de euros previsto para o antigo complexo do Pego, que se encontra em fase de tramitação ambiental.
A Endesa anunciou o plano de formação para 2026 da Escola Rural de Energia Sustentável, em Abrantes, iniciativa integrada no projecto de investimento de cerca de 600 milhões de euros previsto para a antiga central a carvão do Pego, que se encontra actualmente em fase de tramitação ambiental. A Escola Rural de Energia Sustentável foi criada em 2023 no âmbito do Plano Global de Formação associado ao encerramento da central do Pego e tem como objectivo reforçar a empregabilidade e apoiar a fixação de população na região abrangida pelo Fundo para uma Transição Justa. Os cursos são gratuitos, certificados e dirigidos prioritariamente a antigos trabalhadores da central, residentes nos concelhos envolvidos, desempregados e mulheres.
Fonte da multinacional espanhola indicou à Lusa que o projecto da Endesa para Abrantes “está em curso e em fase de tramitação ambiental”, adiantando que até ao final de Fevereiro será apresentado o Plano Estratégico da empresa, momento em que será feito um ponto de situação sobre o investimento previsto para o Pego. O plano formativo para o primeiro semestre de 2026 mantém a aposta em três áreas consideradas estratégicas: energias renováveis, sector primário e capacitação transversal em gestão e tecnologia. As acções de formação vão decorrer nos concelhos de Abrantes, Gavião, Ponte de Sor, Chamusca e Crato.
Desde o lançamento da Escola Rural, a Endesa já qualificou 707 formandos, num total superior a 3.000 horas de formação ministradas. De acordo com dados divulgados pela empresa, 43 formandos conseguiram emprego na sequência das competências adquiridas. Recorde-se que, após o encerramento da central a carvão do Pego, em Novembro de 2021, a Endesa obteve em 2022 o direito de ligação à Rede Elétrica de Serviço Público para instalar 365 megawatts-pico de energia solar e 264 megawatts de energia eólica, incluindo um sistema de armazenamento de 168,6 megawatts e um eletrolisador de 500 quilowatts para produção de hidrogénio verde. O projeto global representa um investimento estimado em 600 milhões de euros, prevê a criação de 75 postos de trabalho permanentes e a reconversão profissional de cerca de 2.000 pessoas, dando prioridade aos antigos trabalhadores da central e à população local.


