Economia | 10-02-2026 15:00

Turismo do Alentejo e Ribatejo exige apoios a fundo perdido para salvar empresas afectadas

Turismo do Alentejo e Ribatejo exige apoios a fundo perdido para salvar empresas afectadas

Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo alerta para prejuízos graves em unidades turísticas, com actividades interrompidas, salários em risco e uma retoma que pode ficar comprometida sem ajudas directas do Governo.

O mau tempo das últimas semanas provocou danos significativos em estruturas e unidades turísticas de vários concelhos do Alentejo e Ribatejo, levando o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Santos, a exigir do Governo apoios “a fundo perdido” para os empresários afectados. Em declarações à Lusa, o responsável sublinhou que o sector precisa de “respostas rápidas” e que estas “não se compadecem com linhas de crédito”. “O que está em causa é a sobrevivência imediata de empresas que viram a sua actividade interrompida de um dia para o outro”, frisou.
Segundo José Santos, no concelho de Alcácer do Sal, o mau tempo “afectou praticamente toda a restauração”, bem como alguns alojamentos locais e pelo menos um hotel. Há ainda relatos de danos em infraestruturas turísticas privadas noutros concelhos da área de intervenção da entidade, nomeadamente Coruche, Salvaterra de Magos e Gavião, bem como em infraestruturas públicas de apoio ao turismo em Mértola e Odemira.
A entidade regional encontra-se, em articulação com os municípios, a proceder ao levantamento das unidades e estruturas afectadas, com vista à quantificação global dos prejuízos. Embora admita que, em termos globais, os valores possam não ser muito elevados, José Santos alerta que, para cada empresário, “as consequências são gravíssimas”, traduzindo-se em dificuldades imediatas no pagamento de salários e na gestão da tesouraria. O presidente da entidade turística avisou ainda que existe o risco real de algumas infraestruturas não retomarem a actividade no curto prazo, comprometendo a recuperação do sector em territórios já fragilizados. “As linhas de crédito do Banco de Fomento são importantes, mas não chegam. Para esta tipologia de empresários, são necessárias medidas a fundo perdido que permitam reconstruir infraestruturas e mitigar o impacto financeiro da paralisação”, defendeu, apelando a uma resposta específica e direcionada por parte do Governo.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias