Presidente da AIP compara Médio Tejo a Leiria e exige respostas
A destruição nas zonas industriais do Médio Tejo é “semelhante à da Marinha Grande e de Leiria”, mas com muito menos visibilidade e rapidez na resposta, alertou o presidente da Associação Industrial Portuguesa, José Eduardo Carvalho.
Semanas depois da tempestade Kristin, o tecido empresarial do Médio Tejo continua a contar prejuízos e a esperar por apoios que tardam em chegar. Os empresários garantem que a dimensão da destruição nas zonas industriais de Ourém, Ferreira do Zêzere e Tomar é semelhante à registada na Marinha Grande e em Leiria, mas com muito menos visibilidade e resposta no terreno. Em conferência de imprensa na sede da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, em Tomar, o presidente da Associação Industrial Portuguesa, José Eduardo Carvalho, foi directo: “Quem anda no terreno verifica que o grau de destruição das empresas nestes concelhos é semelhante ao que se passa na Marinha Grande e em Leiria”.
A realidade é dura: cerca de 7.000 pessoas continuam sem energia em Ourém, 2.500 em Ferreira do Zêzere e mil em Tomar. Centenas de empresas mantêm portas fechadas ou a laborar a meio gás, enquanto os apoios anunciados pelo Governo continuam por desbloquear. Apesar de reconhecer medidas “positivas”, o dirigente da AIP considera-as insuficientes e exige reforço imediato: apoios a fundo perdido para além da agricultura e floresta, extensão do apoio de 10 mil euros a outros sectores, moratórias fiscais de pelo menos seis meses, simplificação do lay-off, aceleração das linhas de crédito e rapidez na reconstrução. “Até agora, aquilo que foi apresentado e publicado é tudo o que existe”, afirmou, revelando que nova reunião com a Unidade de Missão, o IAPMEI e o Banco de Fomento deverá clarificar e operacionalizar medidas.


