Economia | 21-02-2026 10:00

Campos da região arrasados deixa 107,9 milhões de euros de prejuízos na agricultura da região

Campos da região arrasados deixa 107,9 milhões de euros de prejuízos na agricultura da região

Mais de mil agricultores de Lisboa e Vale do Tejo pedem apoio para recuperar explorações devastadas pelo mau tempo. Oeste, Lezíria e Médio Tejo concentram os maiores estragos numa das mais pesadas facturas dos últimos anos.

Os agricultores de Lisboa e Vale do Tejo declararam 107,9 milhões de euros de prejuízos provocados pelo mau tempo desde 29 de Janeiro, num balanço ainda provisório que continua a agravar-se. Em menos de três semanas foram submetidas 1.129 candidaturas aos apoios para reposição do potencial produtivo, revelou o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), José Bernardo Nunes, adiantando que os processos estão agora em fase de análise.
Recentemente o montante declarado era de 99,2 milhões de euros, o que mostra a rapidez com que os números estão a crescer à medida que os produtores contabilizam danos. A maior fatia dos prejuízos refere-se a armazéns, estufas e outras construções agrícolas, que somam 61,9 milhões de euros. Seguem-se 20,8 milhões em culturas permanentes, 8,4 milhões em máquinas e equipamentos, 7,3 milhões em culturas temporárias e 582 mil euros relativos à morte de animais. Entre as mais de mil candidaturas apresentadas, 57 ultrapassam o tecto máximo de apoio fixado pelo Ministério da Agricultura, de 400 mil euros, representando cerca de 55 milhões de euros em perdas. Nove desses casos superam mesmo um milhão de euros de prejuízo declarado, espelhando a dimensão do impacto em algumas explorações.
O Oeste é o território mais atingido, acumulando mais de 42 milhões de euros em danos, com especial incidência em Torres Vedras, Caldas da Rainha, Alcobaça, Nazaré e Alenquer. Segue-se a Lezíria do Tejo, onde os prejuízos ultrapassam já os 28 milhões de euros, destacando-se concelhos como Azambuja, Benavente, Coruche e Santarém. No Médio Tejo, os danos ascendem a 14,8 milhões de euros, concentrados sobretudo em Ourém, Ferreira do Zêzere, Tomar, Abrantes e Torres Novas.

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