Economia | 01-03-2026 21:00

Fragilidade dos diques de Valada obrigam a intervenção de fundo

Fragilidade dos diques de Valada obrigam a intervenção de fundo

Cheias recentes reacendem receios na Lezíria e autarcas do Cartaxo exigem intervenção estrutural urgente para evitar cenário de catástrofe.

As tempestades das últimas semanas voltaram a colocar Valada, no concelho do Cartaxo, sob tensão. O isolamento da freguesia e o receio de ruptura dos diques que protegem a lezíria reacenderam um debate antigo: até quando pode o sistema resistir sem uma intervenção estrutural profunda? Na última reunião do executivo municipal, o presidente da Câmara do Cartaxo, João Heitor (PSD), foi claro ao defender a urgência de reforçar os diques, sublinhando que o alerta não é novo. O autarca recordou a recente visita da ministra do Ambiente e do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a Valada, ocasião em que voltou a ser discutida a necessidade de intervenção.
Segundo João Heitor, o problema ultrapassa os limites da freguesia e deve ser encarado numa lógica mais abrangente, envolvendo todo o sistema de protecção das localidades da Lezíria do Tejo. “Não estamos a falar apenas de Valada, mas de uma estrutura que protege várias povoações e actividades económicas”, tem defendido o executivo. O sentimento de insegurança vivido pela população durante o pico das cheias foi igualmente destacado pelos vereadores da oposição. Ricardo Magalhães (PS) deu voz ao receio sentido pelos moradores, enquanto Luís Albuquerque (Chega) considerou que os episódios recentes funcionaram como um “alerta sério”, defendendo que os trabalhos efectuados até agora foram apenas “pensos rápidos” e que é necessário encarar os diques como uma obra estrutural prioritária. Luís Albuquerque propôs ainda a criação de um gabinete extraordinário de apoio à população afectada, sobretudo para auxiliar quem tem dificuldades no acesso digital para registo de prejuízos e candidaturas a eventuais apoios.
O presidente da câmara respondeu que o município já disponibilizou informação aos agricultores sobre os procedimentos de registo de danos, mas lembrou que o concelho não foi classificado como zona de calamidade, o que limita o acesso a apoios directos do Estado. Ainda assim, garantiu que a autarquia está a acompanhar os casos de danos em primeiras habitações através da acção social municipal. “Felizmente, os danos não foram generalizados, mas temos identificado as famílias que precisam de ajuda e estamos a apoiá-las no que for possível”, assegurou.

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