Economia | 04-03-2026 08:00

Investimento de 700 milhões para devolver fôlego à economia de Abrantes

Investimento de 700 milhões para devolver fôlego à economia de Abrantes

Presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, considera “muito importante” o projecto da Endesa para reconverter a antiga central a carvão em produção de energia renovável, apontando 2027 como o ano decisivo para arrancar uma nova etapa de desenvolvimento no concelho.

O projecto de reconversão da antiga central a carvão do Pego é visto como uma das maiores oportunidades económicas da última década para Abrantes. O presidente da câmara, Manuel Jorge Valamatos, não tem dúvidas: trata-se de um investimento “muito importante” para o concelho e para toda a região, com potencial para gerar riqueza, emprego e devolver dinâmica a um território abalado pelo fecho do carvão. Em causa está o plano da Endesa para transformar a antiga central termoeléctrica numa plataforma de produção de energia renovável híbrida. O investimento, estimado em cerca de 700 milhões de euros no concelho e território envolvente, depende ainda de autorizações e processos de licenciamento, com a empresa a apontar para o arranque da produção em 2027.
Para Manuel Jorge Valamatos, o ponto de injecção na rede eléctrica, infraestrutura estratégica herdada da central a carvão, é uma peça-chave. “Desempenhou um papel muito relevante quando a central estava em funcionamento e vai agora modernizar-se para receber quem produz e quem consome energia”, sublinha o autarca, destacando que está prevista uma nova infraestrutura a cerca de 100 metros da actual, sob responsabilidade do Estado e em avaliação ambiental. O presidente do município de Abrantes lembra que os processos de licenciamento de parques solares, eólicos e da componente de hidrogénio são morosos, tendo o Governo concedido prazos adicionais para viabilizar o projecto. Ainda assim, mantém a expectativa de que 2027 marque o início de uma nova fase. “É isso que traz verdadeiro valor acrescentado à nossa economia e ajuda a ultrapassar o impacto económico e social do encerramento do carvão”, frisa.
Paralelamente, o autarca defende a realização célere de um novo leilão para a potência remanescente do ponto de injecção, admitindo que poderá representar investimento de montante idêntico ou até superior, com impacto “muito relevante” na economia local e regional. Enquanto a reconversão ganha forma, a Tejo Energia prepara-se para iniciar o desmantelamento da antiga central a carvão do Pego, num processo previsto para três anos e que poderá envolver até 80 trabalhadores no pico da operação. O objectivo é repor os terrenos às condições de base, garantindo segurança e conformidade ambiental. “Libertando aquele espaço, ele fica disponível para novos investimentos”, aponta Manuel Valamatos, manifestando a esperança de que ali possam nascer “grandes projectos” capazes de reforçar a actividade económica. A ligação ferroviária ao complexo industrial será mantida, podendo assumir um papel determinante na futura dinâmica da zona industrial e na consolidação da Zona Livre Tecnológica criada para captar novos investidores.

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