ESG Agrifood é oportunidade para modernizar agricultura e indústria agro-alimentar
Na apresentação do projecto, em Abrantes, foi chamada a atenção para as infra-estruturas públicas degradadas, no território rural.
Na apresentação do Projecto ESG Agrifood, dia 5 de Março, no Tagusvalley - Parque de Ciência e Tecnologia, em Abrantes, o presidente da Câmara Municipal e presidente da direcção da Tagusvalley, Manuel Valamatos, referiu que o mesmo deve ser visto, por agricultores e empresas do sector agro-alimentar, como uma oportunidade para modernizar processos, reduzir riscos e custos de conformidade, através do acesso a financiamento verde.
Durante os próximos dois anos, o projecto irá apoiar as pequenas e médias empresas do sector através de sensibilização e diagnóstico ESG, capacitação e formação, guias regulatórios, mapeamento de riscos ESG por território e fileira, plataforma digital de auto-avaliação, workshops e guias de boas práticas.
O ESG (Environmental, Social, and Governance) é um conjunto de critérios que mede a sustentabilidade e o impacto ético de uma empresa, avaliando a sua actuação em relação ao ambiente, o tratamento de pessoas e a transparência da sua gestão.
Luís Seabra, Presidente da Associação de Agricultores do Ribatejo, chamou a atenção para problemas no território rural, como a degradação de infra-estruturas (pontes, estradas, valas e linhas de água); falta de manutenção e investimento adequados e dificuldades de coordenação entre entidades responsáveis.
O ESG Agrifood é co-financiado pelo Compete 2030 no âmbito do Portugal 2030 e promovido pela Associação de Agricultores do Ribatejo (AAR) e pelo Tagusvalley.
Na sessão de apresentação, para além dos oradores já citados, estiveram: Ana Rovisco, directora de Sustentabilidade e Reporting do Grupo Jerónimo Martins e Vítor Almeida, coordenador Ambiental para Agro-negócio do mesmo grupo, bem como José Bernardo Nunes, vice-presidente da CCDR Lisboa e Vale do Tejo e Carlos Leitão, representante da CCDR Centro.


