Economia | 04-04-2026 07:00

Monoblocos usados nas oficinas de VFX poderão ser usadas para habitação

Monoblocos usados nas oficinas de VFX poderão ser usadas para habitação
Monoblocos de apoio aos serviços administrativos das oficinas de Povos foram inaugurados na última semana - FOTO CMVFX

Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira admite que a tecnologia pode vir a ser aplicada também no resto do concelho no âmbito da estratégia de habitação. Equipamento para as oficinas de Povos custou quase meio milhão de euros.

A solução de implementar construção modular (monoblocos) nas oficinas municipais de Povos, Vila Franca de Xira, revelou ter boa qualidade e por isso o presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, admite que poderá valer a pena pensar na sua utilização futura para criar habitação a custos acessíveis, no âmbito da Estratégia Local de Habitação do município.
O assunto veio a lume durante a inauguração, na manhã de 27 de Março, das novas instalações destinadas aos Serviços Técnicos e Administrativos do Complexo Municipal das Oficinas de Povos, numa obra que representou um investimento da câmara de cerca de 500 mil euros e que pretende melhorar as condições de trabalho dos funcionários municipais. A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, bem como de vários dirigentes e técnicos municipais.
Segundo o autarca, esta foi a primeira experiência da autarquia ao nível da concepção e construção modular, uma solução que começa a ganhar espaço devido às suas vantagens. Fernando Paulo Ferreira destacou que este tipo de construção permite tempos de execução mais curtos e uma grande facilidade de adaptação dos espaços às necessidades dos serviços, apesar das críticas da oposição quando a solução foi decidida em reunião de câmara. A empreitada insere-se no processo de requalificação do espaço oficinal municipal, onde a actividade decorre de forma permanente, 24 horas por dia. A obra contou também com a colaboração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Vila Franca de Xira (SMAS), que participaram na melhoria das infraestruturas do complexo.
As novas instalações, como O MIRANTE já tinha dado nota, foram concebidas para 21 postos de trabalho e incluem nove gabinetes técnicos, uma sala de reuniões, corredor de circulação interior e instalações sanitárias. O edifício é composto por módulos pré-fabricados interligados e construídos à medida do projecto, garantindo boas condições de conforto térmico e acústico. Na cobertura do edifício foi ainda instalado um sistema de painéis fotovoltaicos, permitindo melhorar a eficiência energética e assegurar um funcionamento mais sustentável daquele equipamento municipal.

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