Economia | 19-04-2026 11:00

Tupperware em Montalvo continua sem comprador por 10 milhões

Tupperware em Montalvo continua sem comprador por 10 milhões

Nenhuma das propostas apresentadas para a compra da fábrica da Tupperware, em Montalvo, atingiu o valor mínimo exigido pela massa insolvente. O processo de venda vai continuar, prolongando a incerteza em torno de uma unidade industrial que chegou a empregar cerca de 260 trabalhadores.

As propostas entregues para a compra da fábrica da Tupperware, em Montalvo, no concelho de Constância, ficaram abaixo do valor mínimo de 10 milhões de euros definido para a alienação da unidade industrial. A informação foi confirmada à Lusa pelo administrador de insolvência, Jorge Calvete, que adiantou que, perante esse cenário, o processo de venda vai prosseguir. O prazo para apresentação de propostas terminou na sexta-feira, 17 de Abril, num processo conduzido pela KPMG, entidade contratada pela massa insolvente para promover a venda da empresa como um todo. No entanto, nenhuma das ofertas recebidas reuniu as condições mínimas fixadas, travando para já a conclusão do negócio.
A operação em curso abrange o edifício fabril, maquinaria e equipamentos, num pacote integrado, estando previsto que a adjudicação seja feita à proposta mais elevada, desde que cumpra os requisitos definidos, nomeadamente eventuais cauções e prazos para a realização da escritura. Em declarações anteriores à Lusa, o presidente da Comissão de Credores, Paulo Valério, tinha explicado que a venda seria feita através de propostas em carta fechada e sublinhado que os 10 milhões de euros eram o valor mínimo admitido para a transacção. Ainda assim, a avaliação do complexo industrial aponta para um montante de 8,59 milhões de euros, de acordo com os valores então actualizados.
Contactada pela Lusa, a KPMG em Portugal recusou comentar o processo, limitando-se a afirmar que não presta declarações sobre clientes ou projectos em que esteja, tenha estado ou possa vir a estar envolvida. A fábrica da Tupperware em Montalvo foi colocada à venda cerca de nove meses depois da declaração de insolvência da empresa. A unidade deixou de produzir em Janeiro de 2025 e entrou em insolvência no mês seguinte, na sequência da retirada das licenças de produção e comercialização da marca Tupperware em Portugal.
O impasse na venda mantém em aberto o futuro de uma fábrica que durante anos teve peso no tecido económico da região e que chegou a dar emprego a cerca de 260 trabalhadores. A continuação do processo de alienação mostra que a massa insolvente ainda procura uma solução, mas sem propostas à altura do valor exigido o desfecho permanece por definir.

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