Economia | 26-04-2026 21:00

Há um ano a pastelaria Martinica criou “Os Campinos” e tem sido um sucesso

Há um ano a pastelaria Martinica criou “Os Campinos” e tem sido um sucesso
ESPECIAL FESTA DO VINHO - CARTAXO
Rui Ribeiro, um dos rostos da Pastelaria Martinica - foto DR

Para Rui Miguel Gonçalves Ribeiro, filho do proprietário, Rui Ribeiro, o Cartaxo pode deve continuar a valorizar as suas pessoas, os seus produtos e a sua identidade.

Como descreveria, de forma resumida, a sua empresa?
Uma pastelaria com produção própria, que combina tradição e modernidade. Trabalhamos diariamente para oferecer produtos frescos, qualidade consistente e um serviço rápido e acessível, sempre com foco no cliente e na comunidade.
Ocorreram algumas inovações recentes na actividade da mesma?
Melhorámos a organização para sermos mais eficientes e lançámos um novo produto que tem tido uma excelente aceitação: Os Campinos, criado pela nossa equipa e apresentado oficialmente no dia 1 de Maio de 2025. É uma inovação que combina identidade local, criatividade e o compromisso de oferecer algo diferente.
Qual é a coisa mais importante que o concelho do Cartaxo tem?
A maior riqueza do Cartaxo são as pessoas. Temos uma comunidade trabalhadora, resiliente e profundamente ligada à terra. É essa identidade que sustenta tudo o resto: o vinho, o comércio local, as tradições e a capacidade de inovar sem perder as raízes. O Cartaxo tem potencial para crescer muito mais, desde que continue a valorizar as suas pessoas, os seus produtos e a sua identidade. E todos nós, enquanto comunidade, temos um papel nesse caminho.
E o que é que o Cartaxo já devia ter, mas ainda não tem?
Faz falta uma estratégia mais forte de valorização turística, com infraestruturas e iniciativas que atraiam visitantes de forma consistente ao longo do ano. O Cartaxo tem história, gastronomia e vinho para isso, mas ainda não explora todo o seu potencial.
Do que gosta mais e menos da Festa do Vinho?
Do que mais gosto é do ambiente: ver produtores, comerciantes e visitantes reunidos à volta de um produto que é símbolo da região. É um momento de orgulho local. Do que menos gosto é da programação, que poderia ser mais diversificada, e pensada para atrair públicos diferentes, reforçando o impacto económico e cultural.
Quando compra um vinho opta pelo que é feito no Cartaxo?
Sempre que possível, sim. Comprar vinho do Cartaxo é valorizar a produção local, apoiar quem trabalha na região e reforçar a identidade do concelho. Além disso, temos vinhos de excelente qualidade, que não ficam atrás de nenhuns outros.
Em alguns filmes antigos surgem referências a idas para as termas do Cartaxo. Sabe se é a sério, ou será brincadeira por o Cartaxo ser associado à produção de vinho?
Já ouvi a expressão e sempre a associei mais a uma brincadeira popular do que a uma referência histórica real. O Cartaxo sempre foi muito ligado ao vinho, e muitas dessas expressões acabam por nascer desse imaginário colectivo.
Gosta que o Cartaxo ostente o título de Capital do Vinho?
É um título que reforça a identidade do concelho e reconhece décadas de trabalho dos produtores locais. É uma marca que diferencia o Cartaxo e que pode e deve ser usada como motor de desenvolvimento económico e turístico.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias