Golegã consome muito mais água por habitante do que restantes concelhos da região
Segundo os últimos dados da Pordata, a Golegã surge como o concelho com o valor mais elevado de água distribuída e consumida por habitante, destacando-se de forma clara face aos restantes municípios analisados. Os dados mostram ainda Abrantes e Santarém entre os territórios com registos mais altos.
A Golegã destaca-se de forma esmagadora nos dados de 2023 da água distribuída/consumida por habitante, com 127,8 m³ por habitante, muito acima de todos os restantes territórios analisados. A distância para o segundo valor mais elevado é expressiva: Abrantes surge com 87,3 m³ por habitante, seguido de Santarém, com 76,8, e da Chamusca, com 71,1. São estes quatro concelhos que marcam a frente da tabela e que, por si só, mostram realidades bastante distintas num indicador em que a maioria dos municípios se concentra em patamares muito mais próximos uns dos outros.
Fora destes casos mais relevantes, o retrato de 2023 é de maior concentração na casa dos 50 e dos 60 m³ por habitante. Mação aparece com 62,4, Coruche com 61,4, Benavente com 61,0, Torres Novas com 60,6 e Alcanena com 60,5. A meio da tabela surgem Vila Franca de Xira, com 59,8, Ourém e Sardoal, ambos com 59,3, Salvaterra de Magos com 58,8, e Azambuja e Tomar, ambos com 58,6. No grupo com valores mais baixos estão Almeirim, com 56,4, Entroncamento, com 54,9, Alenquer, com 54,3, Vila Nova da Barquinha, com 50,8, e Arruda dos Vinhos, que fecha a lista com 50,0.
Na comparação com 2022, a tendência dominante é de subida, embora sem alterações bruscas na maioria dos casos. Treze dos 20 territórios aumentaram o rácio entre um ano e o outro. A subida mais expressiva volta a pertencer à Golegã, que passa de 100,7 para 127,8 m³ por habitante, um salto de 27,1. Também a Chamusca evidencia uma variação relevante, subindo de 60,4 para 71,1. Santarém cresce de 74,7 para 76,8, Azambuja sobe de 55,9 para 58,6 e Mação avança de 59,2 para 62,4.
No sentido inverso, a quebra mais acentuada regista-se em Vila Nova da Barquinha, que desce de 59,2 para 50,8 m³ por habitante. Almeirim também recua, de 60,4 para 56,4, tal como o Entroncamento, de 57,9 para 54,9, e Abrantes, que apesar de continuar nos lugares cimeiros baixa de 89,2 para 87,3. Ainda assim, olhando para o conjunto, o quadro é de relativa estabilidade, com a maior parte dos concelhos encostada à fasquia dos 60 m³ por habitante.


