Economia | 01-05-2026 18:00

Oposição volta a chumbar mapa de pessoal em Alenquer

Oposição volta a chumbar mapa de pessoal em Alenquer

Proposta do presidente da Câmara de Alenquer, João Nicolau, voltou a ser rejeitada. Oposição aponta para o aumento significativo da despesa.

A proposta de alteração ao mapa de pessoal da Câmara Municipal de Alenquer voltou a ser chumbada pelos quatro vereadores da oposição - PSD, eleito independente e Chega. A nova versão da primeira alteração ao mapa de pessoal para 2026, apresentada pelo presidente da câmara socialista, João Nicolau, voltou a não reunir consenso em reunião do executivo.
Em causa está um documento que prevê a criação de 50 novos postos de trabalho, distribuídos por várias carreiras, nomeadamente técnicos superiores, assistentes técnicos e operacionais, além de lugares na área da fiscalização e dos sistemas de informação. A proposta inclui ainda mobilidade interna de trabalhadores, recuperação de postos anteriormente cativos e a extinção de uma vaga.
O executivo justifica a alteração com necessidades identificadas no planeamento dos serviços municipais e na programação de actividades, bem como com a integração do saldo de gerência do ano anterior. Defende ainda que o reforço de recursos humanos é essencial para dar resposta a áreas consideradas críticas e melhorar o funcionamento dos serviços. O edil sublinhou ainda que 18 trabalhadores municipais estão em mobilidade e, por isso, não estão a exercer funções na autarquia.

Oposição questiona aumento da despesa
A vereadora do PSD, Ana Neves, que substituiu Francisco Guerra, vincou que a criação de meia centena de postos de trabalho tem um impacto superior a um milhão de euros anuais no orçamento municipal. A autarca referiu ainda que, em média, uma autarquia da região e do país gasta 30% do orçamento em funcionários e que, no caso de Alenquer, o valor é de 40%. João Nicolau frisou que o aumento é de meio milhão de euros e lamentou não ter recebido contributos do PSD para alterar o documento, tendo em conta que tiveram acesso antecipado à nova proposta e alteração.
Carlos Sequeira, do Chega, perguntou sobre a queda de cerca de 20% das necessidades com pessoal, no espaço de um mês. Já Tiago Pedro sugeriu que a falta de pessoal podia ser colmatada com avenças mensais, reconhecendo a necessidade de contratação de assistentes operacionais, Protecção Civil e Polícia Municipal.
O presidente do município acrescentou ainda que as necessidades de mais trabalhadores não desapareceram, mas que, como a proposta teve de ser revista, foram alteradas as prioridades. Com mais este chumbo, mantém-se o bloqueio ao reforço de trabalhadores na autarquia, prolongando um braço-de-ferro político que continua sem solução à vista.

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