Golegã recebe declaração que quer pôr a regeneração no centro do futuro
A Fundação Mendes Gonçalves apresentou na Golegã a Declaração para a Regeneração.
A Fundação Mendes Gonçalves apresentou na Golegã a Declaração para a Regeneração, um documento que pretende lançar um movimento alargado em torno de uma nova forma de pensar o território, a agricultura, a educação e as comunidades. A iniciativa foi apresentada no fórum Regenerar 2026 e coloca a regeneração como prioridade estratégica para enfrentar desafios ambientais, alimentares e sociais.
A declaração assume-se como um ponto de partida para mobilizar organizações, cidadãos, agricultores, escolas, universidades e decisores públicos em torno de compromissos concretos até 2028. Entre os objectivos estão a criação de um ecossistema educativo de qualidade, a promoção da literacia alimentar, a disseminação de práticas de agricultura regenerativa e a preparação de instrumentos de investimento para projectos de impacto assentes em modelos mais sustentáveis e colaborativos.
No documento, a regeneração é apresentada como algo que vai além da reparação do que está degradado. Trata-se, defendem os promotores, de “semear de novo”, devolver vida aos territórios, valorizar recursos locais, renovar relações entre pessoas e organizações e criar condições para um futuro mais resiliente. A ambição passa por regenerar solos, ecossistemas, estilos de vida, hábitos alimentares, modelos educativos, vínculos comunitários e a própria relação das pessoas com o território.
Entre os compromissos assumidos até ao próximo fórum está o desenvolvimento de um projecto educativo dirigido a crianças até aos 10 anos, com a construção de uma escola e de centros de conhecimento e desenvolvimento profissional. A fundação quer também lançar um Fundo de Apoio de Investimento de Impacto, com contributo próprio, para acelerar projectos alinhados com esta visão.


